PSD/Matosinhos acusa Luísa Salgueiro de esquecer segurança na cidade
O s vereadores do PSD em Matosinhos acusaram hoje a presidente da câmara, a socialista Luísa Salgueiro, de "olhar para Lisboa e Porto e esquecer os problemas de segurança" no concelho que lidera.
"A prioridade da Câmara Municipal deve ser reforçar a segurança no concelho, acelerar a instalação de videovigilância e exigir mais meios policiais, em vez de procurar aproximar por baixo o regime das polícias municipais", pode ler-se em comunicado hoje divulgado, e assinado pelo vereador social-democrata Bruno Pereira.
O PSD reagia às pretensões que Luísa Salgueiro levou hoje a reunião com o ministro da Administração Interna, Luís Neves, quanto à revisão do regime especial da polícia municipal para Lisboa e Porto, entre outras posições relacionadas com segurança, como o reforço dos efetivos da PSP para o Comando Metropolitano do Porto.
"Em vez de procurar retirar capacidade aos municípios que dispõem de modelos robustos, Matosinhos deveria lutar para que os restantes municípios possam ter mais competências, meios e melhores condições para responder às necessidades de segurança das populações", pode ler-se na nota.
Segundo Bruno Pereira, citado em comunicado, "Matosinhos não ganha absolutamente nada por Lisboa ou Porto terem menos capacidade de intervenção".
"Luísa Salgueiro preocupa-se em discutir o modelo policial do Porto e de Lisboa, mas a solução de videovigilância reclamada para Matosinhos continua, em 2026, sem estar no terreno, quando no concelho do Porto já houve expansão das zonas abrangidas por sistemas de videovigilância", refere.
O vereador diz que Matosinhos precisa "de mais polícia, mais patrulhamento, mais prevenção, videovigilância instalada rapidamente e maior capacidade de intervenção da sua própria Polícia Municipal".
Segundo uma carta enviada a Luís Neves a que a Lusa teve acesso, por parte do município matosinhense e antes de uma reunião entre as duas partes, "é urgente" o reforço dos efetivos da PSP na Área Metropolitana do Porto, para garantir "maior presença policial, privilegiar o policiamento preventivo e de proximidade e melhorar a capacidade de resposta às ocorrências".
Em setembro, foi Matosinhos a explicar que estes 200 novos polícias que reforçarão, em dezembro, o comando metropolitano seriam distribuídos de forma equitativa pelos concelhos, após reunião com o comandante da PSP do Porto.
Na carta, Luísa Salgueiro explica que, no período de discussão e esclarecimentos, pretende conversar sobre o reforço e "clarificação" das competências das polícias municipais, que "têm vindo a assumir um papel cada vez mais relevante na segurança e na qualidade de vida das populações".
Segundo o ofício da autarquia, o objetivo é "clarificar e uniformizar os procedimentos de detenção", reforçar competências em matéria de excesso de velocidade e condução sob efeito do álcool, a utilização de armas de classe E (meios não letais) e a elaboração do expediente e apresentação de detidos às autoridades competentes.
A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, vai pedir ao ministro da Administração Interna que reveja o regime das polícias municipais em Lisboa e Porto, por considerar que retira recursos da PSP da área metrop
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