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Combustíveis, IVA e inflação "não está a correr bem": A visão do ministro

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Combustíveis, IVA e inflação "não está a correr bem": A visão do ministro

O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, esteve no Parlamento na quarta-feira e respondeu a várias questões dos deputados, tendo partilhado a sua visão sobre o aumento dos preços dos combustíveis, a inflação e até sobre a redução do IVA . O que disse?

O ministro da Economia e Coesão Territorial considerou que a inflação não está a correr bem e admitiu que os portugueses estão a passar dificuldades por causa do aumento extraordinário dos combustíveis.

"A inflação não está a correr bem, devia estar a descer e está a aumentar" , afirmou o governante, que falava na audição regimental na comissão parlamentar de Economia e Coesão Territorial.

Considerou a questão dos combustíveis "um ponto delicado", admitindo que "os portugueses estão a passar dificuldades por causa deste aumento extraordinário do custo dos combustíveis ".

"Aquilo que o Governo está a fazer é garantir que o Governo não ganha com os efeitos da guerra", sublinhou Castro Almeida, referindo que "os efeitos da guerra fazem subir o preço da gasolina, se o preço da gasolina sobe, a receita do IVA é maior e o Governo está a transformar o aumento da receita do IVA em descontos no ISP para neutralizar o aumento da receita do IVA, para que não haja aumento da receita fiscal à custa da guerra".

O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, considerou hoje que a inflação não está a correr bem e admitiu que os portugueses estão a passar dificuldades por causa do aumento extraordinário dos combustíveis.

Além disso, "o Governo decidiu atribuir um apoio especial" para o gasóleo agrícola, que beneficia os agricultores, e para indiretamente evitar que o aumento do gasóleo agrícola se reflita depois nas prateleiras dos supermercados, no aumento dos produtos agrícolas , prosseguiu.

Está também anunciado para breve que o Governo está a preparar "e vai brevemente aprovar medidas de apoio aos transportadores profissionais como também aos bombeiros para poder apoiar o seu trabalho ".

Em síntese, a linha do Governo não é tomar medidas generalizadas para toda a população, mas sim tomar medidas dirigidas aos setores que são mais impactados.

O governante considerou também que a redução do IVA é assunto controverso e há risco de redundar no aumento da receita do setor do comércio em vez de nos custos das famílias.

"O que lhe posso dizer sobre esse assunto é que a redução do IVA é uma matéria muito controversa e de certeza que o senhor deputado [Jorge Pinto, do Livre] também estará de acordo que ela não tem ou corre o sério risco de qualquer redução do IVA ter muito mais efeito nos cofres do Estado do que no bem-estar das famílias" , afirmou Castro Almeida.

Ou seja, "uma redução do IVA tem um sério risco de redundar num aumento de receita do setor do comércio e de não se repercutir nos custos finais " para as famílias, prosseguiu o governante.

Portanto, "corremos o risco de ficar sem instrumentos financeiros para ajudar quem realmente precisa".

E insistiu: "a redução do IVA tem um risco objetivo que é de beneficiar quem mais consome e que são as classes mais favorecidas e não as classes menos favorecidas que ficariam menos favorecidas com essa medida".

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