ONU alerta para nova e perigosa fase da guerra na Ucrânia. EUA tentam travar ataques a instalações energéticas
A ONU alertou esta quarta-feira, 23 de setembro, que a guerra na Ucrânia está a entrar numa “nova e perigosa fase da guerra”, com a intensificação dos ataques, o aumento das baixas civis e o risco de um alastramento regional crescente.
"As consequências fazem-se sentir muito além do campo de batalha.
Não se deixem enganar.
Não se trata simplesmente de uma escalada nos combates.
Trata-se de uma escalada no sofrimento humano, no risco regional e nos danos causados aos princípios da Carta da ONU e à ordem internacional" , disse esta quarta-feira Rosemary DiCarlo, subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz.
Numa reunião de alto nível do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia, convocada pelos membros europeus do órgão e presidida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, DiCarlo afirmou que o corrente ano tem sido particularmente devastador para os civis.
Só nos primeiros oito meses, foram mortos ou feridos mais civis na Ucrânia do que durante todo o ano de 2025, realçou.
Desde fevereiro de 2022, pelo menos 17.257 civis, incluindo 835 crianças, foram mortos na Ucrânia e outros 53.693 ficaram feridos.
As baixas civis decorrentes de ataques ucranianos dentro da Federação Russa também aumentaram significativamente, com as autoridades russas relatando 443 mortos e 2.932 feridos de janeiro a agosto.
Contudo, são os incidentes com drones transfronteiriços e atividades militares em torno de instalações nucleares que estão a aumentar os temores de um maior impacto regional do conflito, segundo a ONU.
"A preocupação continua a crescer relativamente às consequências da guerra nos países vizinhos da Ucrânia e ao perigo de uma maior expansão.
As incursões transfronteiriças de drones que afetam ou se aproximam do espaço aéreo dos Estados vizinhos tornaram-se cada vez mais frequentes, aumentando as preocupações sobre o perigo de um maior alastramento regional" , disse DiCarlo.
Os ataques a passagens fronteiriças e a infraestruturas de transporte e logística junto das fronteiras internacionais agravam estes riscos, acrescentou.
Nas últimas semanas, foram relatados incidentes envolvendo drones nas zonas fronteiriças da Ucrânia com a Moldova e a Polónia, bem como na Lituânia e na Roménia.
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