O Psicólogo Responde: o meu filho não gosta de estudar, o que devo fazer?
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“O meu filho diz que não gosta de estudar, tenta sempre adiar a realização dos trabalhos de casa e, quando tem de estudar, começam as discussões. O que posso fazer?”
Este é um problema muito habitual nas interações familiares entre pais e filhos e que, naturalmente, causa preocupação aos pais. Quando a criança ou o adolescente não demonstra vontade de estudar, além dos possíveis conflitos e discussões, podem surgir interrogações sobre se isso terá a ver com preguiça, com falta de interesse pela escola, falta de método, disciplina ou esforço. O primeiro passo é tentar perceber o que está por trás dessa resistência.
Nem todas as crianças e jovens têm a mesma relação com a escola e com a aprendizagem. Quase todos gostam de ir à escola, de estar com os amigos nos intervalos e passar tempo juntos. No entanto, para muitos destes jovens ter de estudar pode ser aborrecido, e para outros, pode ser difícil, frustrante, ou até gerador de ansiedade. Por exemplo, um aluno que sente que não consegue acompanhar a matéria pode começar a evitar estudar, precisamente para não se confrontar com essa sensação de insucesso.
Em vez de começar pelo óbvio – “Tens de estudar!” –, tente iniciar uma conversa tranquila que permita ouvir a criança ou o jovem e compreender a sua relação com a escola e com o estudo.
“Tenho reparado que estudar tem sido difícil para ti. O que achas que está a tornar isto tão complicado?”
Escute a resposta sem interromper e não se preocupe em apresentar soluções imediatamente. Pode descobrir que existem dificuldades específicas, como, por exemplo, não compreender determinada disciplina, não saber como organizar o estudo, sentir-se cansado, ter dificuldade em concentrar-se, recear falhar ou simplesmente não encontrar sentido naquilo que está a aprender.
Contacte o diretor de turma para tentar perceber se a dificuldade também se manifesta na escola ou se surge apenas em casa. Conversar com os professores pode ajudar a compreender melhor o comportamento e a identificar eventuais dificuldades de aprendizagem, de atenção, de organização ou até de relacionamento com os pares ou com os professores.
Quando o momento de estudar é sistematicamente acompanhado de gritos, ameaças ou discussões, é fácil criar uma associação negativa entre estudar e tempo de conflitos e problemas.
Isto não significa que os pais deixem de estabelecer regras e limites ou de orientar adequadamente os filhos. Pelo contrário, crianças e adolescentes precisam de regras e de rotinas, e de sentir que os pais têm expectativas muito claras em relação ao que é esperado deles e ao seu comportamento enquanto alunos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.