Combustíveis? Leitão Amaro reconhece preço "muito alto" (e lembra apoio)
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reconheceu esta quarta-feira que os preços dos combustíveis "estão muito altos" em Portugal, mas sublinhou que estão "ligeiramente abaixo da média europeia".
"Estão muito altos em Portugal e no resto do mundo" , afirmou o ministro, em entrevista à SIC Notícias, referindo-se ao preço dos combustíveis em Portugal.
E sublinhou: "Nós hoje sabemos que, em setembro, e com os dados que temos de comparação internacional, os preços em Portugal estão encostados, mas ligeiramente abaixo da média europeia" .
Questionado sobre o preço dos combustíveis ser mais baixo em Espanha, Leitão Amaro afirmou tratar-se de um "caso diferente" porque o país "fez a opção de contrair défice e dívida".
No caso de Portugal, o Governo "prefere ter uma grande contenção orçamental" para poder dar apoios, incluindo redução nas taxas de IRS e bónus para os pensionistas.
"Não é um desconto na bomba, é dinheiro no bolso, para depois o pensionista ou os trabalhadores terem mais dinheiro no resto do ano para fazerem as suas escolhas" , atirou.
Leitão Amaro defendeu ainda que, no caso do IRS, o Governo "não está a dar" dinheiro aos portugueses, mas sim a "deixar no bolso das pessoas aquilo que é delas".
Segundo o primeiro-ministro, as duas medidas "vão abranger mais de dois milhões de pensionistas e mais de dois milhões de agregados familiares."
"E só são possíveis graças ao desempenho económico do país e à boa gestão financeira e orçamental do Governo. Não estamos a falar de mais dívida, não estamos a falar de ilusões para o futuro" , disse.
Montenegro assegurou que tal não comprometerá as contas certas, dizendo que "governar com responsabilidade é saber distribuir os resultados sem destruir as condições que os tornaram possíveis".
"Nós, no Governo, não aceitamos a falsa escolha entre contas certas e justiça social. Nós preferimos as contas justas, a condição para apoiar quem precisa, reduzir impostos e proteger o país nos momentos mais difíceis", afirmou.
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