domingo, 11 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Portugal

Crise à vista? "Acho que não, mas estamos a passar por período difícil"

Notícias ao Minuto - País ·
Crise à vista? "Acho que não, mas estamos a passar por período difícil"

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, convocou o país às 20h de quinta-feira, 18 de setembro, nas vésperas de mais um aumento dos combustíveis para dizer que não vai mexer nos preços.

Confrontado com a possibilidade de muitos portugueses terem achado a declaração defraudante, na SIC Notícias , o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, defendeu que "é preciso explicar aos portugueses o que é que está verdadeiramente em causa neste momento e o que está em causa é garantir, por um lado, que há um alívio do lado do rendimento disponível e isso é feito com a medida dos pensionistas e com algum alívio no IRS".

Sobre a medida do IRS – que, de acordo com as simulações, representa entre 1 e 12 euros mensais a mais nas contas dos portugueses no final do mês – Paulo Rangel preferiu não comentar o valor e focar-se no facto de ser "a quinta descida do IRS" neste Executivo.

"Entre 2023, ano em que estava o Governo socialista e agora, já se estão a ganhar 890 euros, foram devolvidos aos portugueses em três anos. Tem de se olhar é para a trajetória consistente", disse, no entanto, sem referir que, por exemplo, que quem ganha o salário mínimo não terá qualquer vantagem ao final do mês.

Quanto aos preços dos combustíveis, Paulo Rangel vincou que o Governo tem de ter "responsabilidade" e não entrar em "exageros" que comprometam as contas públicas.

"Não queremos passar pelo que já passámos, vamos ser responsáveis" , declarou, lembrando "o que aconteceu em 2009".

"Eu estava no Parlamento e avisei várias vezes. A Dra. Ferreira Leite avisou várias vezes, o Dr. Passos Coelho avisou imensas vezes. E depois os portugueses tiveram de levar com a Troika, trazida por José Sócrates e pelo Partido Socialista, com o Governo de António Costa levaram com as cativações. O que é que aconteceu ao investimento público durante os governos de António Costa? O que é que aconteceu aos professores? O que é que aconteceu aos polícias? Tinham saldo orçamental positivo ou pelo menos um défice muito pequeno, é verdade, tiveram esse mérito, mas às custas desta gente ", atirou Rangel, assegurando que o Executivo AD não vai entrar em "défices excessivos".

"Os nossos juros da dívida, hoje, são melhores do que são os de Itália, França e Espanha", notou, acrescentando, porém, que "cada país tem a sua política legítima"

Questionado se Portugal está, ou não, à beira de uma crise, Rangel recusou essa ideia. "Acho que não vamos entrar numa crise, agora estamos a passar por um período mais difícil, no qual é preciso ser muito responsável ", admitiu, contudo, acrescentando que "os prognósticos são reservados para já".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, falou ao país, esta quinta-feira, sobre as medidas anti-crise que foram aprovadas em Conselho de Ministros. Apoios já eram conhecidos, mas saiba, com mais detalhe, o que o Governo promete fazer para evitar "tragédia".

Ler a notícia completa no Notícias ao Minuto - País ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

Mais de Notícias ao Minuto - País

Ver tudo ›

Mais em Portugal

Ver tudo ›