Estados Unidos consideram novas tarifas a semicondutores
A administração norte-americana está a ponderar uma nova ronda de tarifas a semicondutores, avançou o Politico na quinta-feira 27 de agosto, tendo por base oito fontes conhecedoras do processo.
Ainda não estará definido o nível das tarifas mas uma das ideias passa por aplicar taxas e quotas separadas para cada país.
A intenção do governo passa por incentivar os fabricantes de chips a produzir em território norte-americano e a reforçar a importância do país na inteligência artificial (IA).
Outra ideia seria permitir a entrada de um volume de chips no país sem impostos, com a dimensão dessa quota a estar dependente da quantidade que as empresas se comprometessem a produzir nos Estados Unidos.
A mesma publicação referiu que outra medida passaria por aumentar o número de produtos tecnológicos abrangidos por tarifas, atingindo não só chips , mas também muitos produtos fabricados com os mesmos, como por exemplo computadores portáteis, consolas, ou servidores que se encontrem em centros de dados.
É ainda dito que o secretário do Comércio, Howard Lutnick, defende uma estrutura que condicionaria a isenção das tarifas para as empresas estrangeiras ao investimento no fabrico de chips nos Estados Unidos, para impulsionar a produção nacional.
Em cima da mesa está também um período de implementação gradual para as novas tarifas .
O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, referiu, citado pelo Politico, que a deslocalização da produção de semicondutores “é uma das principais prioridades” do Presidente norte-americano, Donald Trump , cujas políticas “já garantiram centenas de milhares de milhões de dólares” em investimentos neste sector-chave.
“A administração Trump continua focada em gerar mais investimento e alívio económico para o povo americano, ao mesmo tempo que protege a nossa segurança nacional”, acrescentou.
Mas a intenção da administração norte-americana tem críticos.
“Esta é talvez a forma mais estúpida imaginável de procurar o domínio americano na inteligência artificial (IA).
É como dar um tiro no joelho na linha de partida”, disse um executivo de uma importante empresa tecnológica que também serviu na primeira administração Trump, citado pela mesma publicação.
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