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Clássicos, acampamentos e milhões: Céline Dion voltou

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Clássicos, acampamentos e milhões: Céline Dion voltou

Céline Dion regressou aos palcos em Paris, após o prolongado hiato motivado por uma doença neurológica rara. No último sábado — a primeira de 26 datas , distribuídas em duas tranches — a cantora atuou numa arena esgotada por 33 mil pessoas, regressando aos temas em língua inglesa e francesa que lhe deram fama global, como My Heart Will Go On , It’s All Coming Back to Me Now ou Pour Que Tu M’Aimes Encore . As dificuldades impostas pela Síndrome da Pessoa Rígida, que, além de provocar espasmos e rigidez nos músculos, afeta as cordas vocais, não impediram a intérprete canadiana de surpreender o público, naquele que foi o primeiro concerto da canadiana desde 2020. A reação da crítica foi unânime e destacou o regresso “triunfante” e “emotivo” .

Ao primeiro conjunto de concertos anunciados na Paris La Défense Arena (entretanto renomeada Plenitude Arena) somaram-se seis datas extras, “devido à procura avassaladora” registada. De acordo com o jornal Le Parisien , estas 16 datas, previstas para o intervalo de 12 de setembro a 17 de outubro, esgotaram em quatro dias — durante os quais foram vendidos 490 mil bilhetes. A adesão dos fãs estimulou uma terceira vaga de datas, desta vez para maio de 2027. No total, as residências de Céline Dion na capital francesa disponibilizam 780 mil bilhetes . Quando a cantora divulgou os primeiros concertos, o canal noticioso francês RFI avançou que 9 milhões de pessoas se inscreveram para a pré-venda.

“Fiz uma promessa”, admitiu Céline Dion, contemplando a vasta audiência que assistiu à sua estreia na Plenitude Arena. “ Prometi regressar, voltar ao palco. E aqui estou . A cantar para vocês e para mim”, continuou, citada pela BBC . Entre lágrimas, que tentou conter sem sucesso, e múltiplos momentos de emoção, a cantora matou saudades de seis anos longe dos palcos, uma distância motivada pela pandemia de Covid-19 e pela doença incomum que lhe foi diagnosticada.

O último concerto a solo de Céline Dion antes da residência em Paris aconteceu em Newark (Nova Jérsia, EUA) dia 8 de março de 2020 , dias antes das recomendações de confinamento motivadas pelo surto de covid-19 que começava a aumentar o número de infetados na América do Norte . Apesar do relaxamento das medidas de contenção da pandemia em meados de 2022, Dion não voltou à estrada a fim de concluir a Courage World Tour , cujas datas na Europa haviam sido sucessivamente adiadas para 2023 e 2024. Desta vez, a justificação foi “uma condição médica diagnosticada”, que preferiu não divulgar até 2022, numa publicação de Instagram .

“Infelizmente, estes espasmos afetam cada aspeto da minha vida, às vezes causam dificuldades quando ando e não me permitem usar as minhas cordas vocais para cantar da forma como costumava fazer”, confessou a cantora no vídeo (entretanto retirado) em que explicou as limitações impostas pela Síndrome da Pessoa Rígida, citada pela estação de rádio NPR .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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