O problema não é a IA, é o marketing sem critério
A inteligência artificial (IA) está a transformar o marketing a uma velocidade difícil de ignorar.
Nunca foi tão fácil produzir conteúdo, testar mensagens, automatizar tarefas, gerar variantes, resumir informação ou transformar dados em ações.
Tudo acontece mais depressa, com menos fricção e, à partida, com mais eficiência.
O problema é que, sem direção, essa aceleração não melhora necessariamente o marketing.
Muitas vezes, apenas torna mais visível a falta de critério, amplifica a dispersão e aumenta o volume do irrelevante.
A verdade é que a IA não veio resolver os problemas de base do marketing.
Veio expô-los com mais clareza.
E o principal não é tecnológico, é estratégico.
Hoje, há marcas e equipas altamente competentes do ponto de vista técnico, mas frágeis no essencial.
Dominam ferramentas, plataformas, formatos e automatismos, mas hesitam quando chega o momento de definir prioridades, sustentar escolhas, assumir um posicionamento claro ou explicar o que realmente torna uma marca relevante no mercado.
Apesar dessas equipas executarem com rapidez, não significa que o façam com direção e que produzem mais, ou com maior intenção.
Durante muito tempo, o marketing habituou-se a confundir atividade com eficácia.
Produzir em volume, acelerar testes, automatizar processos, aumentar leads e marcar presença em múltiplos canais passou, muitas vezes, a ser entendido como sinal de desempenho.
A IA entrou neste contexto como o acelerador perfeito.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.