sábado, 10 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Economia

Guerra corta crescimento das economias do Golfo

Jornal Económico ·
Guerra corta crescimento das economias do Golfo

Eventos de grande destaque foram interrompidos, os hotéis de luxo estão meio vazios e os riscos associados à guerra afastam os passageiros dos voos.

A Arábia Saudita, que fez uma aposta de vários milhões de dólares no setor dos videojogos, transferiu o Mundial de e-sports de Riade para Paris, e a Fórmula 1 cancelou a corrida de abril no reino.

O Grande Prémio de Abu Dhabi continua previsto para dezembro, embora possa mudar dependendo dos acontecimentos.

Um festival de música nos Emirados Árabes Unidos, que teria Shakira como atração principal neste ano, foi cancelado.

Os setores da aviação, mercado imobiliário, turismo, transporte marítimo e hotéis continuam a ser duramente atingidos em toda a região do Golfo.

As empresas enfrentam não apenas a falta de procura, mas também constrangimentos no transporte marítimo que atrasaram a entrega de tudo, desde máquinas pesadas até barris de cerveja importada.

“Ainda serão necessários seis meses para que as coisas comecem a parecer normais novamente”, disse Rafael Khanoyan, diretor-executivo da construtora dos Emirados Árabes Unidos Al Ryum Group.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu as previsões de crescimento para a região do Médio Oriente devido à guerra entre o Irão, os Estados Unidos e Israel, que se estendeu ao Golfo Pérsico.

A instituição prevê um crescimento de 1,1% em 2026, abaixo dos 3,2% projetados para 2025.

O bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para a exportação de hidrocarbonetos, também está a privar as monarquias da região de receitas vitais.

A desaceleração esperada nesses países varia “dependendo da extensão dos danos à infraestrutura de energia e transporte, bem como do grau de dependência do Estreito de Ormuz e da disponibilidade de rotas de exportação alternativas”, destaca o FMI.

A queda deverá, portanto, ser “mais acentuada no Bahrein, Irão, Iraque, Kuwait e Catar, e menos significativa em Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos”, acrescenta o relatório.

O Irão, que sofreu semanas de intensos bombardeamentos, deverá ver o Produto Interno Bruto (PIB) contrair 6,1% este ano, enquanto no Catar, cujo primeiro local de produção de gás natural liquefeito foi gravemente danificado, a atividade económica deverá cair 8,6% em 2026.

A Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo bruto, está em melhor situação graças ao seu acesso ao Mar Vermelho, o que lhe permite contornar o Estreito de Ormuz.

Ler a notícia completa no Jornal Económico ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

Mais de Jornal Económico

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›