domingo, 11 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Economia

Sérgio Frade alerta para aceleração das ameaças cibernéticas: “A resiliência é uma disciplina permanente”

Jornal Económico ·
Sérgio Frade alerta para aceleração das ameaças cibernéticas: “A resiliência é uma disciplina permanente”

O presidente executivo do Crédito Agrícola, Sérgio Frade, defendeu ontem, em Lisboa, que a resiliência cibernética deixou de ser apenas uma preocupação tecnológica para se tornar uma responsabilidade transversal às instituições financeiras, com impacto direto na estabilidade financeira.

A intervenção aconteceu na conferência “Portugal’s FSAP Main Results for the Banking Sector: Financial System Resilience, Stability and Future Challenges”, no painel “Supervision, Crisis Management and Cybersecurity”, onde partilhou a tribuna com João Freitas, do Banco de Portugal, e Silvia Iorgova, subchefe de missão do FMI.

Para o CEO do Crédito Agrícola, “a resiliência cibernética mudou profundamente nos últimos anos” e “começou essencialmente como uma preocupação de segurança da informação e de TI”.

Mas hoje, “é uma responsabilidade transversal a todo o banco, envolvendo governação, continuidade de negócio, gestão de crises, proteção do cliente e, em última análise, a estabilidade financeira”, afirmou.

O objetivo, acrescentou, “já não é simplesmente prevenir incidentes, mas antecipar, resistir, responder, recuperar e aprender, mantendo os serviços críticos disponíveis”.

O líder do Crédito Agrícola destacou o papel do Regulamento DORA (Digital Operational Resilience Act) como “um acelerador importante” desta transformação.

A norma europeia, salientou, ajudou o grupo a integrar num quadro mais coeso a gestão de riscos de TI, a resposta a incidentes, os testes de resiliência, a continuidade de atividade e a gestão de risco de terceiros.

No Crédito Agrícola, esta visão integrada traduz-se num Conselho Executivo de Planeamento de Crises, que abarca todas as crises relevantes nas funções críticas — “seja em termos de resolução, resiliência operacional ou digital” — de modo a aproveitar aprendizagens, enquadramentos e ferramentas em todas as situações aplicáveis, garantindo que funções críticas e pessoas estão cientes, envolvidas e treinadas para todos os cenários.

Mas Sérgio Frade sublinhou que não se trata de “um exercício concluído” pois, “a resiliência é uma disciplina permanente: as ameaças evoluem, as dependências mudam e cada incidente ou exercício tem de gerar aprendizagem e melhoria”.

Já o Governador do Banco de Portugal disse que a estabilidade financeira não é uma conquista que se possa declarar e preservar de forma definitiva, “é um esforço contínuo”, disse, no mesmo Fórum, que e “a complacência nunca deve ter lugar” e que a estabilidade financeira “exige vigilância, capacidade de adaptação e uma política orientada para o futuro”.

Ler a notícia completa no Jornal Económico ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

Mais de Jornal Económico

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›