Filho de Luís Neves também integrou comitiva ao Vaticano
A versão contraria as suspeitas de elementos ligados aos sindicatos da PSP, que questionavam se a viagem da mulher de Luís Neves teria sido paga pelo Estado.
Em resposta a questões da CNN Portugal sobre quem suportou os custos da viagem, alojamento, alimentação e restantes despesas associadas à deslocação, o MAI esclarece que estes encargos “foram assumidos a título privado”.
A resposta surge depois de o ministro da Administração Interna, Luís Neves, ter integrado, esta segunda-feira, uma comitiva portuguesa de cerca de 130 pessoas recebida pelo Papa Leão XIV, no Vaticano. Nessa visita, fez-se acompanhar da mulher e do filho.
Da delegação portuguesa faziam parte o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna e o respetivo chefe de gabinete, além de chefias militares, representantes da GNR e da PSP, sacerdotes e o secretário de Estado Adjunto da Política de Defesa Nacional.
Também o Ministério da Defesa Nacional garantiu que “os acompanhantes dos membros da delegação suportaram diretamente todas as despesas relativas às respetivas viagens, estadias e alimentação”.
Questionado pela CNN Portugal sobre quem suportou as despesas dos membros do Governo, o MAI esclarece que “as despesas associadas à deslocação dos dois Governantes (viagem, alojamento e alimentação) foram assumidas pelos respetivos Gabinetes, nos termos da legislação aplicável a deslocações oficiais”.
O diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, esclareceu que a viagem da mulher foi paga a título pessoal. Enviou, inclusive, à CNN Portugal o comprovativo do pagamento.
A deslocação aconteceu no âmbito de uma audiência privada com o Papa Leão XIV, organizada pelo Ordinariato Castrense de Portugal e promovida pelo bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, D. Sérgio Dinis.
Durante o encontro, o Papa recordou os dois militares do Exército que morreram na sexta-feira anterior, em Cantanhede, quando prestavam auxílio a um camionista na A1.
“De modo especial, recordo à luz de Cristo Ressuscitado os dois jovens militares do Exército que, na passada sexta-feira, perderam a vida enquanto generosamente, como o bom samaritano, pararam no caminho para prestar auxílio”, afirmou Leão XIV.
A comitiva portuguesa foi organizada para assinalar várias datas relacionadas com o Ordinariato Castrense, entre as quais os 60 anos da criação do Vicariato Castrense e os 25 anos do decreto que autonomizou a diocese do Patriarcado de Lisboa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.