António Costa quer orçamento da UE para uma Europa "mais forte"
"P recisamos de utilizar o poder do nosso orçamento para construir uma Europa mais forte, investindo na defesa, na segurança e na competitividade, assegurando simultaneamente um financiamento estável e eficaz para a política de coesão e para a política agrícola comum, que continuam a ser essenciais para a nossa prosperidade partilhada e para um desenvolvimento equilibrado", advogou António Costa, na Estónia, no final do primeiro dia de uma ronda pelas capitais europeias.
Em conferência de imprensa junto ao primeiro-ministro estónio, Kristen Michal, o presidente do Conselho Europeu salientou que, "perante os desafios geopolíticos atuais, a Europa deve reforçar decisivamente a sua autonomia estratégica e a sua defesa comum".
Após uma deslocação a Kiev na segunda-feira para assinalar os 35 anos da independência ucraniana, a quinta visita desde que assumiu funções, o antigo primeiro-ministro português saudou o apoio que a Estónia tem prestado à Ucrânia face à Rússia e realçou que a UE está a apostar na sua defesa.
"Penso que todos os Estados-membros estão muito conscientes de que precisamos de investir mais na defesa. Aprendemos, em 2022, que a paz sem defesa é uma ilusão, e penso que não há nenhum país, do norte ao sul da Europa, que não compreenda isto", assinalou.
Numa altura em que se debate o próximo orçamento da UE para 2028-2034, o responsável apontou que, "com a proposta apresentada pela Comissão Europeia para o próximo orçamento, há, pela primeira vez, uma forte contribuição do orçamento europeu para a defesa coletiva".
"O mundo é hoje muito diferente daquele em que acordámos o atual orçamento.
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