Avião comercial iraniano aterra na China apesar de ameaças dos EUA
Um Airbus A340 da Mahan Air, proveniente de Teerão, aterrou em Guangzhou, no sul da China, por volta das 16h40 locais (09h40 em Lisboa), informou o Flightradar24, de acordo com a agência francesa AFP.
O Governo norte-americano colocou na lista negra todo o setor aéreo iraniano.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou na segunda-feira que, a partir de hoje, qualquer pessoa ou entidade que forneça combustível ou apoio à aterragem será alvo de sanções, podendo chegar à exclusão do sistema financeiro em dólares.
O plano norte-americano é vago, no entanto, incluindo o momento exato em que entra em vigor hoje.
O Tesouro norte-americano não respondeu a pedidos de esclarecimento da AFP.
Os Estados Unidos estão em guerra com o Irão desde 28 de fevereiro, quando lançaram uma ofensiva conjunta com Israel contra Teerão, mas já aplicavam anteriormente sanções contra a República Islâmica devido ao programa nuclear iraniano.
A questão da posição da China coloca-se particularmente no contexto da visita do Presidente Xi Jinping aos Estados Unidos, onde é esperado hoje à noite.
A China é um parceiro diplomático e económico fundamental para o Irão.
Desde o início da guerra, a China não deu qualquer sinal de reconsiderar as relações com o Irão, apesar da pressão norte-americana.
Um porta-voz dos Negócios Estrangeiros chinês, questionado sobre as companhias iranianas, reiterou hoje a oposição da China a sanções "unilaterais ilegais".
A China recebe todas as semanas vários voos da companhia iraniana Mahan Air em Pequim, Xangai e Cantão.
O pessoal do escritório da Mahan Air em Xangai disse hoje à AFP que não tinha recebido qualquer aviso de cancelamento de voos e que a venda de bilhetes para a próxima semana prosseguia normalmente.
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