PCP questiona Coimbra sobre fim do transporte gratuito
O PCP questionou esta segunda-feira o executivo da Câmara de Coimbra sobre o fim previsto da gratuitidade do transporte provisório entre a estação ferroviária de Coimbra-B e o centro da cidade, alertando para o aumento dos custos suportados pelos utentes.
Numa pergunta enviada à presidente da autarquia de Coimbra, Ana Abrunhosa, o PCP manifestou a sua preocupação com a suspensão, prevista para 15 de setembro, do serviço gratuito criado após o encerramento da Estação Nova ao tráfego ferroviário, em janeiro de 2025.
“Em nome do Grupo Municipal da CDU, reiteramos a questão já levantada numa Assembleia Municipal: vimos questionar vossa excelência sobre a forma como pretende assegurar o transporte gratuito entre Coimbra-B e Coimbra, tal como garantido pelo executivo anterior ?”, interrogou.
No documento, o PCP, que integra a CDU, sublinhou que foi a única força política que lutou contra a decisão do comboio ter deixado de chegar ao centro de Coimbra, enquanto “as restantes forças políticas calaram-se, consentiram e são hoje corresponsáveis por este retrocesso”.
“Para travar a indignação da população, criaram uma alternativa provisória e gratuita de autocarro entre Coimbra-B e a Estação Nova [no centro da cidade]. Mas como a indignação acalmou, e com a entrada do Metro Mondego, a gratuitidade do transporte provisório tem os dias contados, estando prevista a sua suspensão a 15 de setembro”, alertou.
Segundo os comunistas, os utilizadores que atualmente pagam o passe verde ferroviário de 20 euros passarão a necessitar de adquirir também um passe intermodal de 30 euros para realizar o mesmo percurso até ao centro da cidade, elevando o custo total para 50 euros.
“Onde fica a gratuitidade do trajeto entre Coimbra-B e a Estação Central de Coimbra, gratuitidade englobada no valor que se pagava nos preços dos bilhetes de comboio?”, questionaram.
O PCP alertou ainda para possíveis consequências económicas e sociais da medida, nomeadamente prejuízos para o comércio da Baixa de Coimbra, dificuldades acrescidas de mobilidade para a população, bem como um eventual aumento da insegurança e da desertificação daquela zona da cidade.
“Enquanto noutras cidades o caminho é a gratuitidade dos transportes, em Coimbra o caminho é o oposto: encarecer a vida de quem trabalha, estuda e viaja”, criticaram.
Contactada pela agência Lusa, a Câmara Municipal de Coimbra referiu que “a senhora presidente e o executivo respondem ao PCP nos órgãos próprios para o fazer”.
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