Número de mortos sobe para 100 após sismo na Indonésia
N o seu último balanço, o diretor da Agência Nacional para a Gestão de Catástrofes (BNPB, sigla em indonésio), Suharyanto, referiu que o solo continua a tremer na região, que já registou mais de 6.400 réplicas com magnitudes entre 1,1 e 6,2 desde o forte sismo do passado dia 15.
Mais de 180.000 pessoas estão deslocadas e quase 74.000 edifícios ficaram afetados nesta ilha do sudeste do arquipélago, adiantaram as autoridades.
Como consequência destes sismos --- cerca de 140 dos quais foram sentidos pelos residentes ---, a população tem receio de regressar às suas casas e milhares continuam alojados nos centros de acolhimento habilitados pelas autoridades, explicou Suharyanto numa conferência de imprensa.
A agência meteorológica da Indonésia (BMKG) prevê que os sismos possam continuar durante as próximas três ou quatro semanas, antes de se estabilizarem.
De acordo com dados oficiais, cerca de 73.818 habitações e 1.915 instalações públicas ficaram danificadas pela catástrofe.
A BNPB indicou que, até domingo, tinham sido entregues quase 1.000 toneladas de material de ajuda humanitária, incluindo tendas e colchões, bem como alimentos e produtos de higiene, enquanto ainda faltam transportar mais de 500 toneladas de ajuda.
O sismo provocou ondas com cerca de um metro de altura e ocorreu a cerca de 62 quilómetros a noroeste de Ende, a cidade mais populosa de Flores, com cerca de 90.000 habitantes, e a uma profundidade de 10 quilómetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que mede a atividade sísmica em todo o mundo.
A Indonésia situa-se no chamado "anel de fogo" do Pacífico, uma zona de intensa atividade sísmica e vulcânica que se estende do Japão ao Sudeste Asiático e atravessa o oceano Pacífico.
Em 2004, um forte sismo de magnitude 9,1 ao largo da costa de Samatra desencadeou um tsunami e causou cerca de 220 mil mortos em toda a região, incluindo 170 mil na Indonésia.
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