Braga vai acabar com as trotinetes partilhadas. E tem um prazo
As trotinetes partilhadas da Bolt serão removidas de Braga até terça-feira, disse fonte oficial da autarquia à Lusa, após ter sido aprovada a sua remoção, em reunião de Câmara, há dois meses.
"A Bolt, único operador de trotinetes elétricas a atuar atualmente na cidade, vai proceder à recolha de todas as unidades do espaço público entre os dias 31 de agosto e 01 de setembro, dentro do prazo definido pela Câmara Municipal", pode ler-se numa resposta de fonte oficial da autarquia presidida por João Rodrigues (eleito pela coligação PSD/CDS-PP/PPM).
Em 29 de junho, a Câmara de Braga aprovou, por maioria, a suspensão das trotinetes partilhadas na cidade, dando um prazo de 60 dias para a remoção integral daqueles equipamentos do concelho.
Segundo o presidente da Câmara, a resolução dos contratos não terá qualquer custo para o município.
O prazo exato de 60 dias para a remoção terminava hoje, tendo a Lusa procurado esclarecer junto da autarquia se o prazo se tratava de um número exato ou de um prazo de referência, mas não obteve resposta.
O município tinha dado 60 dias à operadora para remoção integral das trotinetes, determinando ainda que, findo esse prazo, poderia proceder à remoção coerciva, com imputação integral dos custos à empresa.
A resolução dos acordos de colaboração para a instalação e operação dos sistemas de trotinetes elétricas partilhadas foi aprovada por todas as forças representadas no executivo, com exceção do movimento Amar e Servir Braga (ASB), que se absteve.
O presidente da câmara, João Rodrigues, disse que chegou à conclusão de que, atualmente, as trotinetes “são mais um problema do que uma vantagem para a cidade” e “dificultam mais a vida dos bracarenses do que beneficiam”.
Sublinhou que, só este ano, já se registaram na cidade mais de 40 acidentes com trotinetes e velocípedes, “mas sobretudo com trotinetes”, envolvendo jovens com menos de 18 anos.
Disse ainda que o número de trotinetes partilhadas na cidade aumentou exponencialmente, passando de 100 há oito anos, quando o sistema arrancou em Braga, para quase 600 nos dias de hoje.
Em termos de viagens, o número também foi subindo substancialmente, com 32 mil em 2023, 63 mil em 2024 e 144 mil no ano passado.
“Há cada vez mais utilizadores, é um fenómeno novo, consideramos que deve haver uma pausa, suspender, para perceber o que vamos fazer”, referiu João Rodrigues.
O autarca aludiu a um “constante desrespeito” pelas normas que regulam a utilização das trotinetes e acrescentou que as operadoras não têm assegurado mecanismos eficazes de controlo, prevenção e mitigação desses comportamentos.
A proposta que foi aprovada em junho aludia a perturbações à segurança rodoviária e pedonal, à degradação ambiental dos espaços públicos municipais e à inexistência de regulamentação municipal específica que permita assegurar, no imediato, a compatibilidade da atividade com o interesse público local.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.