Netanyahu pede unidade aos partidos de extrema-direita nas eleições
E m concreto Netanyahu dirigiu-se ao líder do partido de extrema-direita Otzma Yehudit (Poder Judaico) e ao ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, e ao dirigente da formação política Sionismo Religioso e ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.
Numa mensagem difundida hoje, o primeiro-ministro lembrou que em 1992, a direita tinha mais votos do que a esquerda, mas, "como havia três partidos" a esquerda venceu.
Ao recordar as eleições legislativas israelitas de 1992, Benjamin Netanyahu referiu-se ao que considerou "desastre" dos Acordos de Oslo.
Nas eleições previstas para o próximo dia 27 de outubro, "o mesmo poderia acontecer", disse Netanyahu antes de pedir a união da direita.
"Sempre que nos unimos, ganhamos", afirmou Netanyahu acrescentando que as "divergências pessoais" entre Ben Gvir e Smotrich devem ser ultrapassadas.
O Poder Judaico e o Sionismo Religioso concorreram juntos nas eleições de 2022, mas separaram-se pouco depois.
Uma sondagem publicada na quinta-feira pela edição em hebraico do jornal Times of Israel previa que os dois partidos unidos conquistariam oito lugares, enquanto, separadamente, o partido de Ben Gvir obteria seis, ao passo que a formação liderada por Smotrich não alcançaria os votos necessários para fazer parte do Parlamento.
Mesmo assim, o ministro da Segurança já respondeu a Netanyahu afirmando não ter compreendido a mensagem do primeiro-ministro que acusou de estar a enfraquecer o Poder Judaico para formar um governo nacionalista com o candidato de centro Gadi Eisenkot.
As eleições em Israel vão decorrer num contexto da guerra em Gaza e no conflito contra o Irão, além da crise provocada pelos casos de alegada corrupção em que Netanyahu está envolvido.
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