Moçambique e Portugal discutem novo pacote de cooperação na Defesa
"T ivemos uma oportunidade de fazer um balanço e de acertar passos relevantes em relação ao futuro, quer no que tem que ver com a cooperação no domínio da defesa", disse Nuno Melo, após uma audiência com o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, em Maputo.
Segundo o governante português, os dois países estão a trabalhar numa nova versão do acordo-quadro de cooperação na Defesa e discutiram igualmente o papel de Portugal no processo de renovação da Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM-MOZ).
"É por isso mesmo que se está a tratar da nova versão do acordo-quadro no domínio da defesa, no plano bilateral, e também do papel que Portugal está a desempenhar para ir ao encontro das pretensões de Moçambique no quadro da União Europeia", afirmou.
O encontro serviu também para fazer um balanço das relações de amizade e cooperação entre os dois países em vários setores.
Noutro encontro, o chefe de Estado moçambicano falou com o diretor das missões militares da União Europeia, tenente-general Michiel van der Laan, que defendeu que o apoio prestado deve chegar às forças que enfrentam o conflito no terreno.
"Eu acho que é importante que nós façamos tudo o que nós possamos para apoiar os vossos soldados na frente, em Cabo Delgado, que estão a combater os insurgentes todos os dias", afirmou Michiel van der Laan, citado num comunicado da Presidência moçambicana.
O Conselho da União Europeia prorrogou, em maio, o mandato da EUMAM-MOZ por mais seis meses, até 31 de dezembro de 2026. A partir de hoje, o brigadeiro-general Sérgio Estrela, da Força Aérea Portuguesa, assume o comando da missão, enquanto decorrem discussões sobre uma eventual nova extensão.
Moçambique pretende prolongar por mais dois anos esta missão militar europeia, disse à Lusa, em julho, o Presidente moçambicano, agradecendo o apoio da União Europeia e destacando o papel de Portugal no processo.
Em dois anos, a EUTM-MOZ formou mais de 2.000 militares moçambicanos das especialidades de comandos e fuzileiros, que passaram a integrar companhias de Forças de Reação Rápida destacadas no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, além de cerca de uma centena de formadores.
A missão beneficiou igualmente de financiamento do Mecanismo Europeu para a Paz para a aquisição de equipamento não letal destinado a estas unidades.
A insurgência em Cabo Delgado, província rica em gás natural, já provocou mais de 6.600 mortos e cerca de 1,2 milhões de deslocados desde 2017, segundo organizações internacionais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.