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IA vai criar "outros modelos de trabalho" e o "desafio é pensar como não ficar para trás"

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IA vai criar "outros modelos de trabalho" e o "desafio é pensar como não ficar para trás"

A inteligência artificial generativa (IAG) está a mudar profissões um pouco por todo o mundo, a um ritmo acelerado.

As empresas adotam-na para aumentar a produtividade dos seus trabalhadores e as alterações vão continuar a acontecer.

Estes e outros temas foram abordados no painel "Inteligência Artificial, Eficiência e Futuro do Trabalho" , que teve lugar na Money Conference, que o DN e o Dinheiro Vivo organizam esta quinta-feira, em Cascais.

O evento reúne players de diversos setores, desde a banca aos seguros.

Na perspetiva de Susana Afonso, Partner da CMS , os grandes modelos de linguagem (LLM, na sigla em inglês), que recorrem à IAG, "vão criar outros modelos de trabalho" , em função das enormes capacidades, que permitem (e obrigam a) mudanças profundas no mercado de trabalho.

A rápida evolução da IAG nos últimos anos resulta em alterações profundas ao mercado de trabalho, pelo que obriga as empresas a adaptarem-se a ritmo acelerado, para não ficarem para trás.

Neste âmbito, "a questão é se Portugal está preparado para esta mudança" , alerta.

Em qualquer caso, Susana Afonso não tem dúvidas de que as novas tecnologias vão provocar "despedimentos" , assinala.

Também marcou presença Afonso Eça, Administrador do BPI , que coloca como ponto prévio precisamente a capacidade da IA para mudar para sempre o panorama do emprego, em Portugal e por todo o mundo.

"O desafio é pensar como não ficar para trás." Ora, por um lado, a IAG tornou "obsoleto" um conjunto de investimentos da banca , feitos antes ainda do surgimento de toda esta tecnologia.

O cenário implica "uma nova vaga de Investimento, de adaptação e de treino", na perspetiva das empresas.

Por outro lado, "passamos a ter uma tecnologia que é igual no mundo todo" , ou seja, quaisquer pessoas e empresas (independentemente do setor de atividade) têm o mesmo grau de acesso aos modelos mais avançados, diz Afonso Eça.

É um fenómeno identificado pelos especialistas como democratização da IAG .

Para o administrador do BPI, "é muito importante que a economia como um todo adote esta tecnologia e queira fazer parte da transformação" , de forma a "não criarmos um país a três ou quatro velocidades, em que só as empresas grandes é que foram nesta direção e o resto do tecido ficou para trás", na medida em que a economia funciona como um ecossistema abrangente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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