Fundador e ex-CEO reclama 720 mil euros à fintech Rauva
A fintech portuguesa Rauva está a enfrentar um processo do seu co-fundador e antigo CEO, Jon Fath, que deixou a startup no final do ano passado e reclama agora em tribunal o pagamento de 720 mil euros.
Fath, que já lançou entretanto uma sociedade private equity com o seu nome, a Fath&Co, recusou fazer qualquer comentário sobre a petição que apresentou contra a Rauva Technology e a Rauva Enterprises junto do Tribunal do Comércio de Lisboa no mês passado.
Já a Rauva, uma plataforma que presta serviços financeiros a freelancers e pequenas e médias empresas (PME), respondeu ao ECO que se pauta “por princípios de boa governação, conduta empresarial responsável e respeito pelo devido processo legal”.
BCE revoga licença e derruba negócio entre Montepio e Rauva Ler Mais E sobre o ‘divórcio’ com o seu fundador, a fintech acrescentou: “Temos conhecimento da situação e não aceitamos a caracterização dos factos em que a mesma se baseia.
A Rauva tratará o assunto de forma plena e adequada através das vias legais próprias” .
Jon Fath foi substituído em setembro do ano passado por Nuno Zigue, mas ainda continuou ligado à fintech que ajudou a fundar em 2022, com o empresário canadiano Sam Mizrahi, até ao final do ano passado.
Não foram conhecidas as razões da sua saída.
Zigue permaneceu nem um ano na liderança da Rauva.
O novo CEO será anunciado “oportunamente”.
“A Rauva mantém-se totalmente operacional, com a gestão do negócio assegurada pela nossa equipa de liderança e pelo conselho de administração”, assegura.
Rauva avalia opções após BEM acabar mal Este não foi o único contratempo para a ‘super-app’ de negócios para pequenos empresários — como se intitula a Rauva — nas últimas semanas.
Há um mês viu cair o negócio da compra da licença bancária do Banco Empresas Montepio (BEM) que iria permitir à fintech passar a operar como um banco .
O processo já se arrastava há três anos, mas ruiu abruptamente depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter revogado a licença do banco.
“Em linha com a confidencialidade dos processos de supervisão, a Rauva não comenta os detalhes das suas interações com as autoridades competentes”, observa sobre o facto de nunca ter conseguido obter a autorização dos reguladores para concretizar a operação anunciada em 2023 por 35 milhões de euros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.