Estudante condenada por ciberbullying fez mais vítimas durante julgamento
A universitária condenada a sete anos e nove meses de prisão por fazer ciberbullying a várias colegas do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), da Universidade de Lisboa, terá continuado com a atividade criminosa durante o julgamento e mesmo após ser condenada.
De acordo com a CNN Portugal , que avança com a informação, a arguida, que em breve terá de se entregar à prisão para cumprir pena, é suspeita de num novo processo.
As autoridades identificaram sete novas vítimas diretas.
As indiretas são dezenas.
Conta a estação televisiva que a universitária terá inventado a morte de mais uma jovem e conseguido que acreditassem que a mesma se "dedicava à prostituição de luxo".
O pai falou do pesadelo que toda a família vive desde 2023, ano em que a filha começou a ser atormentada pela estudante, entretanto, condenada.
A situação é tão complicada, conta o homem, sob anonimato, que a condenada "chegou ao ponto de fazer circular a falsa notícia da morte de uma das minhas filhas, levando amigos e conhecidos a acreditar que tinha falecido", assim como entidades oficiais de outros países.
Hoje em dia, "em casa, cada notificação no telemóvel pode ser mais uma má notícia".
A família "foi obrigada a recorrer a acompanhamento psicológico e psiquiátrico".
Apesar de não saber porque é que a jovem decidiu atacar a filha, o homem não tem dúvidas que o propósito "era denegrir por completo a imagem da família".
A jovem partilhou "fotografias manipuladas de cariz pornográfico" da filha, insinuando que se dedicava à "prostituição de luxo" e fez diversas "acusações dirigidas à família de fuga ao fisco e exportações ilegais para Portugal", crimes que nunca terão acontecido.
A família entregou as provas ao Ministério Público (MP) e contratou um advogado.
Três anos (e uma condenação) depois, ainda esperam por Justiça e que o sofrimento provocado tenha um ponto final.
"Se não a pararem, ela não vai parar" Mas não é caso único.
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