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CMVM propõe conta individual de poupança e investimento ao Governo

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CMVM propõe conta individual de poupança e investimento ao Governo

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) considera que as contas individuais de poupança e investimento podem ser um "importante instrumento" para os "desafios críticos" do país, tendo já entregue uma proposta ao Governo neste sentido.

A CMVM apresentou ao Ministério das Finanças uma proposta para a criação da Conta Individual de Poupança e Investimento (CIPI), "competindo agora ao Governo a apreciação e decisão quanto à mesma, seja na sua globalidade, seja em relação às diferentes componentes que a integram", indicou fonte oficial à Lusa.

A instituição diz estar "disponível para a prestação dos esclarecimentos e do apoio que for tido como conveniente".

A proposta surge no seguimento da recomendação da Comissão Europeia sobre o aumento da disponibilidade de contas de poupança e de investimento e foram "considerados exemplos internacionais de contas de poupança e investimento existentes em várias jurisdições, europeias e extraeuropeias", assegura a instituição.

"No entanto, ainda que os exemplos internacionais sejam bastante úteis para a formatação do modelo, a inspiração principal resulta da convicção de poder ser um importante instrumento para enfrentar desafios críticos que se colocam ao nosso país e aos seus cidadãos e empresas", reitera.

Em causa está a CIPI, que "constitui um plano de aplicação de poupanças em instrumentos financeiros" e acaba por ser um "invólucro para o qual o investidor faz entregas em numerário e no seio do qual pode aplicar essas poupanças em determinados instrumentos financeiros e realizar operações sobre os mesmos, sendo todos os rendimentos deles procedentes e o produto da sua venda creditados e mantidos na CIPI até serem utilizados na aquisição de outros instrumentos financeiros ou dela retirados pelo respetivo titular".

"A CIPI é, assim, uma conta autónoma, que inclui uma subconta de liquidez e outra de instrumentos financeiros e funciona em circuito fechado, sem prejuízo das entradas e saídas de numerário, e que apresenta como traço próprio e essencial os rendimentos nela obtidos beneficiarem tratamento fiscal simplificado e vantajoso", explica a CMVM.

A proposta da instituição prevê a possibilidade de investir em ações e obrigações negociadas em mercado regulamentado ou sistema de negociação multilateral a funcionar no Espaço Económico Europeu ou em país terceiro membro da OCDE e que conste de lista aprovada pela CMVM e em participações em organismos de investimento coletivo, incluindo ETF e outros, desde que não se qualifiquem como planos de poupança-reforma.

"Podem também integrar a CIPI os instrumentos financeiros cuja aquisição decorra de direitos emergentes dos instrumentos nela detidos ou de eventos a estes respeitantes (por ex., direitos de subscrição, fusões, conversões)", acrescenta.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Economia.

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