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Portugal precisa de quase 39 mil novos professores até 2035, diz FNE

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Portugal precisa de quase 39 mil novos professores até 2035, diz FNE

A FNE – Federação Nacional da Educação, afeta à UGT, propõe, esta segunda-feira, 14, a criação de um Mapa Nacional de Necessidades Docentes 2035, que que permita antecipar as necessidades por concelho, QZP e grupo de recrutamento.

O documento aponta para a publicação de uma primeira versão integrada do Mapa até março de 2027, a identificação dos grupos e territórios prioritários até junho, a orientação das bolsas, vagas de formação e incentivos em função dessas necessidades e a atualização anual das projeções.

“Não estamos apenas a identificar um problema.

Estamos a propor um caminho para começar a resolvê-lo.

O país precisa de passar da gestão da emergência para o planeamento; da informação fragmentada para dados públicos e integrados; da discussão sobre quantos professores faltam hoje para a decisão sobre quantos teremos de formar, atrair e fixar amanhã; e da sucessão de medidas excecionais para uma verdadeira política nacional para a profissão docente”.

Números divulgados pela FNE dão conta de que Portugal, sem contar com as regiões autónomas, poderá ter de recrutar 38.779 novos docentes até ao ano letivo de 2034/35, o que, em média, representa 3.800 novos professores por ano.

As necessidades atingem 13.381 docentes no Norte, 10.711 na Área Metropolitana de Lisboa, 9.656 no Centro, 3.221 no Alentejo e 1.810 no Algarve, existindo dificuldades acrescidas de fixação em territórios onde pesam particularmente os custos da habitação e das deslocações.

Mais de metade das necessidades projetadas: 20.606 docentes, concentra-se no 3.º ciclo e ensino secundário, destacando-se também o 1.º ciclo, a educação pré-escolar e grupos como Português, Matemática, Educação Especial, Física e Química, Inglês e Biologia e Geologia.

“Estes dados mostram que não basta alterar as regras dos concursos.

Uma coisa é colocar melhor os professores que existem; outra é garantir que, no futuro, Portugal terá professores suficientes para colocar”.

Com 2.141 diplomados em cursos de formação docente em 2022/23, a oferta está claramente abaixo das necessidades.

E pode ainda ser inferior.

“Importa recordar que inscrição num curso, conclusão da formação, entrada na profissão e permanência no sistema são realidades diferentes.

Nem todos os que iniciam a formação a concluem e nem todos os diplomados ingressam ou permanecem no ensino público”, explica FNE.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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