Governo dá prioridade a medidas de prevenção de ataques de lobo a explorações pecuárias
O Governo determinou a execução prioritária de medidas para prevenir ataques de lobo-ibérico a explorações pecuárias, incluindo apoios à instalação de vedações e à manutenção de cães de proteção, anunciou hoje o Ministério do Ambiente e Energia.
Num despacho assinado pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) é incumbido de apresentar, no prazo de 30 dias, um cronograma detalhado para operacionalizar as medidas.
Segundo o comunicado, a iniciativa pretende compatibilizar a presença do lobo-ibérico com a atividade pecuária nos territórios onde ambas coexistem, através da aceleração da execução do Programa Alcateia 2025-2035.
Entre as prioridades definidas estão o restauro ecológico de habitats adequados à espécie, o aumento da disponibilidade de presas selvagens para reduzir a pressão sobre os rebanhos e o apoio técnico aos criadores na adoção de mecanismos de prevenção.
O ICNF deverá também desenvolver projetos-piloto que recorram a soluções tecnológicas para detetar e reduzir o risco de ataques, bem como abrir e operacionalizar linhas de financiamento destinadas à proteção das explorações pecuárias.
Esses apoios poderão abranger, nomeadamente, a manutenção de cães de proteção de gado e a instalação de vedações, de acordo com o Ministério do Ambiente e Energia.
O despacho prevê ainda a elaboração e atualização de uma cartografia de incidências, baseada na georreferenciação dos ataques de lobo-ibérico e na respetiva análise geoespacial, com o objetivo de identificar os territórios mais afetados e definir as intervenções mais urgentes.
O ICNF terá de enviar, de dois em dois meses, um ponto de situação ao gabinete da ministra, indicando as ações realizadas, o grau de execução, os resultados obtidos e eventuais dificuldades na aplicação das medidas.
O Governo sublinhou que o Programa Alcateia 2025-2035 estabelece uma abordagem integrada para a conservação do lobo-ibérico e para a promoção de uma coexistência sustentável com as atividades humanas.
O executivo afirmou ainda ter reforçado os mecanismos de prevenção e proteção contra ataques, atualizado os valores das indemnizações pagas aos produtores quando os prejuízos
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