Combustíveis: reclamações aumentam 84% e descontos que não chegam lideram queixas
Portugueses querem poupar na bomba, mas falhas nos programas de benefícios e promoções estão a gerar cada vez mais frustração.
As queixas contra redes e postos de combustível dispararam em Portugal.
Segundo dados do Portal da Queixa divulgados esta terça-feira, 1 de setembro, foram registadas 665 reclamações até agosto de 2026 , um aumento de 84,21% face ao mesmo período de 2025 (361 reclamações).
Em apenas oito meses, o setor já acumulou quase tantas queixas como em todo o ano passado (667).
O crescimento é acompanhado por uma mudança clara no motivo da insatisfação.
Se em 2025 os descontos, campanhas e promoções representavam 28,49% das reclamações, em 2026 já pesam 40,15% do total.
O dado mostra que o consumidor está mais atento às oportunidades de poupança, mas também mais exigente quanto ao cumprimento do que é anunciado.
O desconto que não é aplicado De acordo com o Portal da Queixa, o principal motivo de reclamação este ano são as falhas nos programas de benefícios e recompensas, com 27,11% das queixas.
Em causa estão pontos que não são creditados, ofertas anunciadas que não são cumpridas e falta de clareza nas condições dos programas de fidelização e das campanhas promocionais.
Logo a seguir surgem as falhas na qualidade do serviço e atendimento (24,10%) e as questões financeiras e de pagamentos (22,74%) , que incluem cobranças indevidas, problemas no processamento de pagamentos, preços incorretos ou não comunicados e reembolsos por fazer.
Nos relatos partilhados pelos consumidores há queixas que vão da bomba ao pagamento: preços que não correspondem ao valor do placar, dificuldades em usar vales de combustível e falhas na atualização dos preços.
O mês de maio foi o pior do ano, com 150 reclamações , o valor mensal mais elevado de toda a série analisada e mais do dobro da média mensal do setor.
Apesar do aumento expressivo, quem avaliou a experiência deixou uma nota ligeiramente melhor: a satisfação média subiu de 5,98 em 2025 para 6,14 em 2026 (+2,61%) .
“Os dados mostram que os consumidores estão cada vez mais atentos às oportunidades de poupança nos combustíveis, mas também mais exigentes relativamente ao cumprimento das vantagens que lhes são anunciadas.
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