APCP pede ao Governo sinal de prioridade para cuidados paliativos
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) apelou hoje ao Governo para dar um sinal de que os paliativos são prioritários nomeando a comissão nacional para esta área, que está há 19 meses por nomear.
"Há 19 meses que não temos Comissão Nacional de Cuidados Paliativos", disse à agência Lusa Catarina Pazes, presidente da APCP, considerando que esta situação "já ultrapassou todos os limites".
A responsável explicou que as equipas de cuidados que estão no terreno precisam de orientações para que todas as Unidades Locais de Saúde (ULS) possam definir objetivos "que estejam de acordo com o desígnio de ter uma equipa de cuidados paliativos pediátrica e uma de adultos".
"Isto implica haver estratégia, haver integração de cuidados, trabalho conjunto entre estas equipas especializadas e as outras equipas, mas é preciso coordenação e é preciso estratégia", acrescentou.
Catarina Pazes disse que as equipas se sentem abandonadas e parece haver um desinteresse por parte da tutela, alertando que os cuidados paliativos fazem toda a diferença para os doentes e as suas famílias.
Numa petição entregue no final de setembro na Assembleia da República - que reuniu mais de 9.500 assinaturas -, a APCP apela à urgência de reforçar os cuidados paliativos em Portugal, lembrando que mais de 150 mil pessoas vivem anualmente com sofrimento associado a doença grave, progressiva e incurável.
Destas, entre 70 e 85 mil pessoas morrem todos os anos com necessidade de cuidados paliativos.
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