“Como faço publicidade sem incitar ao consumo?” Rui Rijo Ferreira, da Jaba Recordati, na primeira pessoa
Rui Rijo Ferreira, diretor de marketing da Recordati Portugal Recordati Portugal O grupo farmacêutico Recordati assinala um século de história este ano , mas a operação portuguesa — a Jaba Recordati, que por sua vez celebrará o seu centenário em 2027 — prefere olhar para o futuro .
Recentemente, a empresa apostou na adoção simultânea de estratégias de SEO (Search Engine Optimization), AEO (Answer Engine Optimization) e GEO (Generative Engine Optimization), uma tripla abordagem que resultou num aumento de 80% nas citações em assistentes de inteligência artificial.
“ A aposta prende-se com o facto de sabermos e termos a consciência de que a inteligência artificial acaba por ser o principal motor de busca .
Mesmo quando vamos pelo Google, é a própria inteligência artificial que faz a seleção”, explica Rui Rijo Ferreira, diretor de marketing da operação portuguesa desde 2010.
A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a agência digital Bluesoft.
O responsável lembra que a relação da indústria farmacêutica com a inteligência artificial não é nova.
“ Ainda a IA não tinha a notoriedade que tem hoje junto da população, já a indústria a utilizava de uma forma muito consistente, quer na investigação e no desenvolvimento, quer, mais tarde, no processo de marketing”, recorda.
Procuramos sempre manter a credibilidade e o rigor na informação.
Essa parte é fundamental porque aí não é só a marca que está em causa, é a própria empresa.” Uma das aplicações mais visíveis desta tecnologia surgiu na recriação de uma campanha de há 16 anos para a marca Guronsan — desintoxicante hepático no alívio de excessos como o álcool.
Recusando a ideia de que a Recordati é uma empresa saudosista, Rui Rijo Ferreira revela a razão de fazer regressar a personagem do “Monstro das Ressacas” .
“ Fizemos um estudo de mercado no final do ano passado em que procuramos perceber como é que o Guronsan era percebido pelos consumidores das gerações anteriores e pelos mais jovens”, aponta.
O estudo expôs um desafio.
“ Os mais jovens não têm o conhecimento da marca que as gerações mais antigas têm “, revela.
“O Guronsan é uma marca que ao longo de 60 anos esteve sempre presente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.