Entre botecos e estradas, a campanha no Brasil não pára
Seja de noite, num boteco, seja de dia, no meio da estrada, a campanha no Brasil não pára. A pouco mais de duas semanas da primeira volta, Lula da Silva e Flávio Bolsonaro continuam separados por poucos pontos. A última sondagem Datafolha, divulgada esta quinta-feira, dá 39% ao atual presidente e 36% ao senador. Numa eventual segunda volta, a diferença também é curta, com 46% para Lula e 44% para Flávio, num empate técnico.
Mas, nas ruas, há quem não reconheça esta proximidade. “Não acredito muito que esteja esse empate. Está dividido de zero para zero”, diz Nuvia da Silva, técnica de cirurgia. Já Luciano Ferreira, motorista por aplicação (TVDE em Portugal), aponta o dedo à situação económica. “Não tem nada no país. As empresas estão todas saindo fora do país porque o custo-benefício está muito grande para as empresas. E não tem como sobreviver no país que nós estamos. Com essa governança que está aí, não tem como”, lamenta.
E enquanto os candidatos disputam cada voto, o Supremo Tribunal Federal atravessa uma crise que também entrou na campanha eleitoral. O tribunal suspendeu, esta semana, a análise sobre uma eventual investigação a Alexandre de Moraes, depois de o juiz Flávio Dino ter pedido vista . Em causa estão alegados diálogos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, revelados num relatório da Polícia Federal. Por agora, não há decisão sobre a abertura de uma investigação.
A crise passou rapidamente das salas do Supremo para os palanques eleitorais. Flávio Bolsonaro tem associado Lula a Alexandre de Moraes, afirmando que votar no atual presidente é votar no juiz do STF. Já Lula defende que as suspeitas devem ser apuradas e que ninguém está acima da lei. No meio da disputa política e judicial, fica uma pergunta: com a eleição cada vez mais próxima, quem conseguirá transformar esta crise em votos no dia 4 de outubro?
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.