Moradores promovem abaixo-assinado para resolver insegurança na Marginal
L ançado há duas semanas pela Associação de Moradores do Bairro Almirante Nunes da Mata (AMBA), no concelho de Cascais, o abaixo-assinado pela segurança na Avenida Marginal (https://amba.pt/baixo-assinado-marginal) reúne hoje “mais de 1.700 assinaturas”, indicou o dirigente associativo Ricardo Parro, em declarações à agência Lusa.
“Começámos esta petição de uma forma local, era só para os moradores, que somos cerca de 200 casas, mas isto rapidamente ficou viral”, disse o responsável da AMBA, referindo que as assinaturas já recolhidas refletem as queixas de residentes de Cascais, mas também dos concelhos vizinhos de Oeiras, Sintra e Lisboa, que utilizam a Avenida Marginal, estrada junto à linha de costa, ao lado do Rio Tejo e do Oceano Atlântico, com cerca de 25 quilómetros de extensão.
As preocupações prendem-se com a sucessão de acidentes, episódios de excesso de velocidade, corridas ilegais, ruído e comportamentos perigosos na Marginal, problemas que, segundo os moradores, se arrastam há “muitos anos” sem uma resposta cabal.
“Este abaixo-assinado visa resolver os problemas que temos na Avenida Marginal. Esta estrada, nos últimos quatro, cinco anos, tem tido muitos acidentes […], vários acidentes mortais”, afirmou Ricardo Parro, apontando que ainda hoje de manhã se registou um morto num despiste de carro nesta estrada, junto à Praia da Parede.
Neste sentido, os moradores do Bairro Almirante Nunes da Mata, também conhecido por Bairro das Avencas, querem que as entidades responsáveis, nomeadamente a Câmara Municipal de Cascais, a Polícia de Segurança Pública e a Infraestruturas de Portugal, “se coordenem e resolvam o problema da Marginal a nível de insegurança e de desrespeito da sinalização” existente na estrada, inclusive o limite de velocidade máxima de 50 quilómetros por hora (km/h).
E, considerando o número de assinaturas já recolhidas, “muito acima do esperado”, os moradores ponderam dirigir o abaixo-assinado também à Assembleia da República, de acordo com o porta-voz da associação.
“As pessoas queixam-se do barulho à noite de corridas ilegais e, de dia, do excesso de velocidade. Veem-se pessoas em motas a fazerem cavalinhos até durante o dia.
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