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Tecnologia

Histórico! Cirurgia ao cérebro com ajuda de IA salvou a visão de homem de 48 anos

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Histórico! Cirurgia ao cérebro com ajuda de IA salvou a visão de homem de 48 anos

Londres foi palco de mais um marco na medicina. Pela primeira vez no mundo, uma equipa de neurocirurgiões contou com o apoio de Inteligência Artificial (IA) para remover, com sucesso, um tumor cerebral, por via de uma cirurgia que salvou a visão de um doente de 48 anos.

A operação decorreu em maio , no National Hospital for Neurology and Neurosurgery (NHNN), integrado na University College London Hospitals NHS Foundation Trust, em Londres. Contudo, os detalhes só foram revelados esta quinta-feira, depois de o paciente, Rhys Hibbert, ter tido tempo para recuperar .

Com 48 anos e residente em Bedfordshire, Hibbert tinha sido diagnosticado em 2024 com um tumor de 11 milímetros na glândula pituitária (ou hipófise) .

Inicialmente, a situação foi gerida sem recurso a cirurgia, mas os sintomas foram-se agravando, incluindo um grave desequilíbrio hormonal e problemas de visão , até ao ponto em que, sem intervenção, o doente arriscava perder a visão por completo.

Ao contrário do que possa parecer, a equipa médica manteve sempre o controlo total do procedimento. O papel da IA passou por analisar, em tempo real, as imagens captadas pela câmara utilizada durante a operação , identificando estruturas anatómicas críticas, como nervos e vasos sanguíneos, que era essencial evitar junto ao tumor.

A tecnologia funciona através de um sistema de código de cores , que destaca essas estruturas delicadas para que os cirurgiões as reconheçam de forma mais rápida e segura.

Na região da glândula pituitária, onde vasos sanguíneos e nervos responsáveis pela visão estão extremamente próximos uns dos outros, um erro de apenas um milímetro pode ser a diferença entre o sucesso da cirurgia e complicações graves , como cegueira, Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou mesmo a morte.

Segundo Sophia Bano, professora associada em robótica e IA na University College London e responsável técnica pelo sistema, citada pelo The Guardian , a ferramenta foi treinada com centenas de vídeos cirúrgicos , o que lhe permitiu ser exposta a uma variedade de casos que um cirurgião humano só acumularia ao longo de muitos anos de carreira.

O objetivo é ajudar a reconhecer anatomia crítica, instrumentos cirúrgicos e interações com os tecidos , em tempo real, durante procedimentos particularmente delicados.

Até este momento, a tecnologia tinha sido usada apenas como ferramenta de investigação no hospital , tendo esta sido a primeira vez que foi aplicada diretamente num doente.

A ferramenta foi desenvolvida internamente pelo Hawkes Institute , da University College London , e corre num computador NVIDIA Clara IGX.

O paciente Hibbert foi operado pelo neurocirurgião Hani Marcus, especialista em tumores da glândula pituitária.

Ainda antes de sair do bloco operatório, Hibbert recuperou a visão nítida . Numa semana, já conseguia caminhar sozinho, sem óculos nem bengala, e, entretanto, já regressou ao trabalho como gestor de apoio ao cliente.

Curiosamente, Hibbert notou uma coincidência simbólica: fundado em 1859, o NHNN foi o primeiro hospital do mundo dedicado exclusivamente à neurocirurgia e, agora, tornou-se também o primeiro a realizar uma cirurgia neurológica assistida por IA.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em pplware.sapo.pt — o conteúdo pertence a Pplware.

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