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Macau facilita negócios hispânicos com a China por proximidade cultural

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Macau facilita negócios hispânicos com a China por proximidade cultural

E mpresários e representantes defendem que a proximidade cultural de Macau com os países de língua espanhola facilita a aproximação ao mercado chinês, numa altura em que a estratégia do território semiautónomo foi alargada ao mundo hispânico.

Há cerca de 20 anos que Borja Sanchez acompanha o que se passa em Macau. O empresário, nascido em Barcelona mas com raízes na Galiza, chegou em 2006 a Hong Kong para promover a gastronomia espanhola nas duas regiões semiautónomas chinesas e, após sete anos, cofundou a empresa Los Ibéricos, dedicada à importação e distribuição de produtos alimentares espanhóis.

Do outro lado do rio das Pérolas, o empresário foi assistindo às sucessivas políticas de diversificação económica de Macau e acredita que a decisão de servir de ponte entre a China e os países de língua espanhola "é uma evolução lógica".

"O Governo chinês compreendeu que somos um bloco cultural distinto. Penso que compreendem muito bem, graças a Macau, o mundo dos países de língua portuguesa. E é uma consequência lógica e natural", notou, em declarações à Lusa no primeiro dia da 31.ª edição da Feira Internacional de Macau (MIF).

A China definiu Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com o universo lusófono em 2003, ano em que criou o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Mais de duas décadas depois, o desígnio foi alargado aos países de língua espanhola.

Se a nova visão para Macau se vai concretizar ou não, Sanchez diz que "depende da vontade". "O que ocorre muitas vezes com as iniciativas do Governo de Macau, na minha opinião, é que são em teoria muito interessantes, mas não acabam em nada".

"Macau tem todos os recursos para os canalizar nesse sentido. Tem infraestruturas, orçamento, tem a necessidade de diversificar a economia e acho que o pode fazer, se quiser", reforçou, sublinhando a oferta hoteleira, de restauração e a forte presença da cultura portuguesa no território.

A ideia da proximidade cultural é partilhada pelo cônsul-geral de Espanha em Hong Kong e Macau, para quem esta estratégia representa para Madrid "uma oportunidade para ampliar tanto o comércio como o investimento em Macau e de Macau" para outras geografias.

"[Macau] é também um local próximo da história, da língua e da cultura espanhola, portuguesa e ibérica. Por isso, é sempre um lugar muito acolhedor para fazer negócios", notou Jesús Gracia Aldaz.

O diplomata destacou ainda a "aproximação entre Espanha e China nos últimos anos". O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou a China quatro vezes nos últimos quatro anos, e os reis de Espanha deslocaram-se no final de 2025 ao país asiático.

Atualmente vivem cerca de 4.500 espanhóis na China e, de acordo com o diplomata, em Hong Kong residem dois mil e em Macau à volta de 500.

Miguel Latorre, um dos diretores da Câmara de Comércio Espanhola em Hong Kong, chegou à região em 2023 e considera que o alargamento oferece aos empresários espanhóis algo difícil de encontrar noutras cidades da região.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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