Duas Alemanhas, o mesmo aviso: AfD vence em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e a extrema-esquerda conquista Berlim
Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD ficou em primeiro lugar com 38,3%; em Berlim, o Die Linke venceu com 25,7%.
Os resultados são ideologicamente opostos, mas transmitem uma mensagem semelhante: rejeição dos partidos do centro, insatisfação com o custo de vida e pressão crescente sobre o chanceler Friedrich Merz.
Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental Berlim 1.º partido AfD — 38,3% Die Linke — 25,7% 2.º partido SPD — 35,4% CDU — 18,8% 3.º partido Die Linke — 6,5% AfD — 16,3% Principal derrotado CDU — 4,9% CDU — 18,8% e SPD — 12,1% Governo provável SPD, Die Linke e Verdes Die Linke, Verdes e SPD ou CDU, Verdes e SPD Tema dominante Migração, economia e abandono regional Habitação, rendas e serviços públicos Resultados provisórios: Tagesschau — Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Tagesschau — Berlim . * A Tagesschau é o principal serviço noticioso da televisão pública alemã ARD.
A vitória do Die Linke em Berlim O Die Linke mais do que duplicou o resultado obtido em 2023, passando de 12,2% para 25,7%, e tornou-se pela primeira vez a força mais votada numa eleição regional em Berlim.
A CDU caiu de 28,2% para 18,8%, enquanto o SPD registou o seu pior resultado histórico na capital, com 12,1%.
A AfD também cresceu significativamente: passou de 9,1% para 16,3% e tornou-se o terceiro partido mais votado.
O resultado mostra que o avanço da direita radical não está circunscrito às regiões rurais do leste alemão, embora em Berlim a sua implantação seja mais forte nos bairros periféricos orientais.
A vitória do Die Linke foi construída sobretudo em torno da habitação.
A candidata Elif Eralp defendeu um limite para as rendas e a socialização de grandes empresas imobiliárias, recuperando uma proposta aprovada por 58% dos eleitores num referendo realizado em 2021, mas nunca executada pelo governo regional.
O programa poderá envolver cerca de 220 mil casas e um custo estimado de aproximadamente 20 mil milhões de euros.
A dimensão financeira e as dúvidas jurídicas deverão tornar esta proposta um dos principais obstáculos às negociações para formar governo.
A AfD vence, mas dificilmente governará Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD chegou aos 38,3%, mais do dobro do resultado de 2021.
O SPD, partido da chefe do governo regional, Manuela Schwesig, resistiu melhor do que o partido a nível nacional, mas recuou para 35,4%.
A maior derrota pertence à CDU: com 4,9%, ficou abaixo da barreira eleitoral e deverá desaparecer do parlamento regional pela primeira vez.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.