Prémio de milhões e não só: Três respostas sobre entrada do Estado na REN
O Governo quer reentrar na REN - Redes Energéticas Nacionais e, para isso, deverá pagar um prémio de 17% ao dono da Zara para adquirir uma posição que neste momento lhe pertence para entrar no capital da empresa. Face aos desenvolvimentos recentes em torno deste tema, o Notícias ao Minuto preparou um explicador com três respostas sobre o negócio.
No final da semana passada, recorde-se, foi comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que a Parpública, sociedade gestora de participações sociais do Estado Português, comprou aos espanhóis da Pontegadea Inversiones, empresa de investimento da família Ortega, dona da Zara, uma participação de 13,7% do capital da REN .
A operação representa um regresso do Estado português à estrutura acionista da empresa , cujo processo de privatização foi concluído em 2014, durante o Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, com a saída dos restantes 11% que ainda estavam na esfera pública.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu na terça-feira que a reentrada do Estado na REN - Redes Energéticas Nacionais pode baixar a fatura da luz para os clientes, mas especialistas do setor não acreditam nesta hipótese.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu na terça-feira que a reentrada do Estado na REN - Redes Energéticas Nacionais pode baixar a fatura da luz para os clientes, mas especialistas do setor não acreditam nesta hipótese.
Esta é, pelo menos, a opinião do antigo presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) Vítor Santos que entende que a reentrada do Estado na REN poderá reforçar a influência sobre decisões estratégicas, mas não lhe dará o controlo da empresa e não baixará diretamente as tarifas .
Por sua vez, Luís Montenegro detalhou ainda que o objetivo desta operação é poder "contribuir ainda mais, de forma mais permanente, para a concretização de um sistema cujos investimentos" permitam que a rede elétrica chegue "mais facilmente à casa das pessoas e também às empresas" com o objetivo de "diminuir efetivamente os custos".
Para isso, acrescentou, é preciso que o país tenha "capacidade produtiva, uma boa distribuição, que o sistema possa integrar, como já integra felizmente em Portugal, a energia elétrica que provém de fontes renováveis" e possa "ter mais autonomia, autonomia estratégica, autonomia em termos de decisão".
O primeiro-ministro afirmou que a conjugação destes fatores a "médio e longo prazo terá um efeito sobre o preço ".
Já na quinta-feira, o Governo justificou o prémio a pagar pelos 13,7% da REN com o peso da participação na empresa e o impacto que uma compra desta dimensão teria no preço em bolsa, remetendo o valor final para as Finanças.
No briefing do Conselho de Ministros , o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, explicou que a aquisição de participações relevantes em empresas cotadas é normalmente feita através de negociações bilaterais, com base numa média histórica da cotação e um prémio associado à influência que a participação confere.
O Estado reentra na REN – Redes Energéticas Nacionais adquirindo 13,7% a uma empresa do fundador da Zara por 380 milhões de euros, valor que representa um prémio de 17% (cerca
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Economia.