China confirma primeiro diálogo com EUA sobre inteligência artificial
A China confirmou esta quinta-feira que manteve com os Estados Unidos o primeiro diálogo sobre inteligência artificial (IA) no âmbito do mecanismo de consultas económicas e comerciais entre os dois países, embora não tenha esclarecido se nessas conversações foi acordada a prorrogação da trégua comercial anunciada por Washington.
O porta-voz do Ministério do Comércio chinês, He Yadong, afirmou numa conferência de imprensa que as equipas económicas e comerciais dos dois países realizaram recentemente, nos Estados Unidos, a oitava ronda de consultas bilaterais.
Segundo He, as duas partes mantiveram uma troca de opiniões "franca, profunda e construtiva" sobre questões económicas e comerciais de interesse comum e alcançaram "vários consensos", sob orientação dos acordos alcançados pelos presidentes dos dois países, Xi Jinping e Donald Trump.
O porta-voz acrescentou que, no âmbito do mesmo mecanismo de consultas, a China e os Estados Unidos mantiveram "o primeiro diálogo" sobre inteligência artificial, um tema que tem vindo a ganhar importância na agenda bilateral devido à rivalidade tecnológica entre as duas potências e aos debates sobre a segurança dos modelos avançados.
No entanto, He não revelou detalhes sobre o conteúdo dessa conversa nem esclareceu se foram abordados mecanismos de notificação ou gestão de incidentes relacionados com a IA, uma possibilidade que tinha surgido em contactos anteriores entre as duas partes.
He referia-se assim aos encontros realizados nos últimos dias nos Estados Unidos entre o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.
O Ministério do Comércio também não esclareceu se esse diálogo incluiu o acordo para prolongar até 10 de janeiro a trégua comercial alcançada no ano passado na cidade sul-coreana de Busan, anunciada esta quarta-feira por Bessent, antes da reunião prevista para hoje entre Xi e Trump em Washington.
A trégua, que deveria expirar a 10 de novembro, tinha permitido conter parte da escalada tarifária e suspender algumas restrições recíprocas em áreas como as terras raras e os produtos de alta tecnologia.
He limitou-se a indicar que a China manterá uma "comunicação estreita" com os Estados Unidos nos trabalhos posteriores do mecanismo de consultas económicas e comerciais.
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