Turquia detém ativistas LGBT em operação de grande escala
A polícia turca lançou uma operação de grande escala contra associações de defesa dos direitos de homossexuais e transexuais em várias regiões, detendo uma dezena de ativistas e efetuando buscas em várias discotecas e espaços da comunidade em Istambul.
Além disso, a operação policial investiga alegados movimentos de dinheiro de “associações LGBT e que promovem a imoralidade”, tendo sido detetado o seu financiamento através de fundos avultados por parte de organizações estrangeiras, acrescentou o ministro.
A homossexualidade é legal na Turquia desde 1858 e também é legal a mudança de sexo no registo civil após uma intervenção cirúrgica.
A associação KAOS GL, uma das mais antigas e prestigiadas da Turquia na defesa dos direitos dos homossexuais, fundada em 1994, confirmou num comunicado que os seus escritórios em Ancara foram alvo de buscas policiais e que mais de dez membros da associação foram detidos nas suas residências.
As contas nas redes sociais de numerosos ativistas foram também bloqueadas e, numa operação policial simultânea durante a madrugada, a polícia fez buscas em várias discotecas e estabelecimentos de massagens no centro de Istambul, acrescenta-se no comunicado.
Já em junho, as autoridades turcas tinham bloqueado contas de associações e ativistas pelos direitos de homossexuais e transexuais e encerrado um dos bares gay mais antigos de Istambul, além de proibirem as escalas previstas de um cruzeiro com 2.700 passageiros homossexuais.
O partido islamista AKP, que governa a Turquia desde 2002, facilitou durante a primeira década no poder o desenvolvimento de algumas liberdades cívicas, incluindo a realização anual da marcha do orgulho gay em Istambul, sempre num ambiente pacífico e festivo.
Mas proibiu tanto esta marcha como outros protestos a partir de 2015 e, desde então, intensificou o discurso contra a “imoralidade” e a “obscenidade” associada à homossexualidade, defendendo a necessidade de se “proteger a família”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.