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O clube exclusivo dos ministros portugueses

Observador ·
O clube exclusivo dos ministros portugueses

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Esta é a história do dia da Rádio Observador: o clube exclusivo dos ministros portugueses.

Eu, abaixo-assinado, afirmo solenemente pela minha honra que cumprirei com lealdade as funções que me são confiadas.

O que acontece quando se põem 507 ministros, ouviu bem, 507 ministros debaixo do microscópio? De uma forma muito simplificada, foi isso que fizeram investigadores da Fundação Francisco Manuel dos Santos. E o que descobriram foi o código genético para o típico ministro português. É homem, licenciado em Direito, está a ficar mais velho e é um dos que circula nesse clube privado onde toda a gente se conhece e onde menina quase não entra. E quando entra, como tem entrado mais nos últimos anos, normalmente é para lugares de pouca influência. É sobre isto que eu vou conversar hoje com o editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso. Vamos falar de ideias feitas que este estudo desfez e de confirmações que mostram que em algumas áreas ainda temos um longo caminho a percorrer. Eu sou o Pedro Benevides e esta é a história do dia de segunda-feira, 14 de setembro. Olá, Miguel, bem-vindo.

Tu vais começar por me explicar, se não te importares, o que foi este estudo, como é que se estudou, o que a Fundação Francisco Manuel dos Santos estava à procura quando fez este documento?

Essencialmente, o que este estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, como dizias, tentou perceber é o perfil dos vários ministros que estiveram nos sucessivos governos desde 1976 até os dias de hoje, e traçar ou tentar perceber, obviamente seguindo métodos científicos, que padrão é que se pode retirar dos homens e das mulheres que foram chegando ao governo e que no fundo fazem parte da elite ministerial do nosso país.

É engraçado tu dizeres a elite ministerial do nosso país, porque uma das conclusões curiosas que este estudo tirou e que tu reportas no artigo que escreveste no Observador, é que nós estamos mesmo a falar de uma espécie de elite, de uma espécie quase de clube onde nem toda a gente tem acesso e onde quase toda a gente se conhece.

Sim, é uma das conclusões que se pode retirar deste estudo. Aliás, este estudo confirma algumas intuições que teríamos à partida e desmente mitos que se foram criando. Por exemplo, uma das respostas que me pareceu mais interessante, ou uma das conclusões que me pareceu mais interessante, foi sobre a qualificação dos nossos ministros ao longo do tempo. Intuitivamente diríamos, até porque a política hoje é uma profissão de risco, ou precária, pouca atrativa, chamemos do que quisermos, que os políticos hoje são menos qualificados do que eram no início da democracia, diríamos que tinham menos experiência do que tinham no início da democracia. E este estudo vem desmentir ou desmistificar essas duas intuições que poderíamos ter. Não só os nossos ministros são muito mais qualificados hoje do que eram no início do regime democrático, como também têm muito maior experiência do que tinham anteriormente. Há várias razões para isso.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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