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“Nós, sozinhas”: Sara Barros Leitão revisita a história do aborto, a luta pelo “direito ao nosso corpo”

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Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt “Nós, sozinhas” é uma criação de Sara Barros Leitão e integra a estrutura artística “Cassandra”.

Através de um monólogo, a autora e encenadora percorre a história do aborto, revisitando julgamentos, os dois referendos realizados em Portugal e a “mobilização da sociedade civil que transformaram o país”.

Em entrevista ao 24notícias , Sara Barros Leitão explica que quis construir “um grande arco histórico do que foi a disputa e a luta até se conseguir chegar a 2007 com a aprovação de uma lei que despenaliza a IVG”.

Ao mesmo tempo, pretendia criar um espetáculo capaz de “ocupar também esse espaço” de discussão, antecipando o regresso do tema à esfera pública e política no próximo ano, quando faz 20 anos do referendo que levou à despenalização.

Para construir a peça, Sara Barros Leitão recorreu a julgamentos reais, não apenas pelo seu valor documental, mas também pelas possibilidades que oferecem em palco.

“Peguei nos julgamentos, que são factos reais, primeiro porque teatralmente são dispositivos muito interessantes para me ajudar a contar esta história, porque têm um lado performativo e teatral”, afirma.

Um dos processos que serviu de base à criação aconteceu em 2002, na Maia, e teve 43 arguidos.

Entre eles estavam profissionais de saúde, ajudantes de farmácia, um assistente social e 17 mulheres acusadas da prática de aborto.

“Há sempre alguém que conhece alguém” A memória e a experiência coletiva estão também presentes na própria sinopse de “Nós, sozinhas”, que começa com uma frase aparentemente simples: “Há sempre alguém que conhece alguém.” “Há sempre alguém que conhece alguém.

Há sempre uma de nós que conhece alguém que já o fez.

Outra, conhece quem o sabe fazer.

Há sempre alguém que nos diz o caminho, ou alguém que nos leva até lá.

Podemos não querer ver, mas não é por isso que deixa de existir.

Afinal, há sempre alguém que conhece alguém.” Questionada pelo 24notícias sobre se o título “Nós, sozinhas” reflete também esta relação do aborto com a sociedade, a autora explica que o nome foi retirado de um texto de Maria Teresa Horta, intitulado “Nós, mulheres, sozinhas”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.

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