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De moderado a "xenófobo": o milagre de Albufeira

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De moderado a "xenófobo": o milagre de Albufeira

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Este é mais um YouVem Sorê. Lembro que também nos pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. Luís, esta manhã juntam-se a nós a Helena Matos e também o Rui Pedro Antunes.

E temos um recorde de funcionários públicos, também um novo documento sobre a Segurança Social, mas começamos com a notícia de ontem da acusação a Rui Cristina, presidente da Câmara de Albufeira, eleito pelo Chega. O Ministério Público acusa-o de discriminação e também de incitamento ao ódio. Helena, concordas com esta decisão do Ministério Público de avançar com esta acusação?

Na verdade, eu creio que muito mais importante do que isso, eu percebo que isso para o Rui Cristina seja particularmente relevante, mas eu gostaria de relembrar qual é que foi a frase de Rui Cristina. Estava sendo novembro de 2025 e na Assembleia Municipal de Albufeira, Rui Cristina, eleito pelo Chega, mas note-se que já tinha estado anteriormente no PSD, agora presidente da Câmara de Albufeira, diz o seguinte: "Peço desculpa, isto é duro estar-vos a dizer isto. Podem chamar-me xenófobo, podem chamar-me o que vocês quiserem. Primeiro estamos nós, que pagamos impostos e que temos necessidades, e depois estão estas comunidades. É assim que vai ser enquanto eu cá estiver nestes quatro anos". Esta é a resposta que Rui Cristina entendeu adequada a um munícipe que, nessa mesma assembleia municipal, refere, e estou a citar: "Um problema que nós temos na Quinta da Palmeira. Casas alugadas aos ciganos, em que essa gente paga por um T1, 1 € de renda, T2, 1 € de renda, T3 e T4, 2 € de renda. Não pagam água nem manutenção". E esta, para mim, quer dizer, independentemente daquilo que a Justiça acha ou não acha, e certamente que a Justiça julgará com rigor e isenção as declarações do presidente da Câmara Municipal de Albufeira. Eu, como já se terá percebido, tenho uma particular atenção e interesse por tudo o que diga respeito à habitação, seja ela social, pública, enfim, aquela que é paga pelos contribuintes. E eu acho que nós temos uma desproporção. Aqui mesmo temos um problema de percepção. O que é que se passa com uma espécie de elefante no meio da sala? E os dados do IHRU são muito claros. Quase metade dos ciganos, 48% residentes em Portugal, vivem em habitação social. Eu estou a referir os dados do IHRU, mas é importante perceber que a população de etnia cigana apenas representa 0,35% da população residente em Portugal e, portanto, eles serão 3% dos residentes em habitação social, embora para os ciganos seja uma proporção muito elevada, porque são 48%. É basicamente isso que temos aqui. Aliás, temos tido mesmo projetos que estão identificados como dirigidos, é o caso de Paredes, construção de empreendimento para realojamento da comunidade cigana de 2022, ou em 2025, município de Amarante, construção de alojamento para comunidade de etnia cigana.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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