À espera de resposta do Vaticano. Cadeia de jejuns para levar o Papa a Gaza
Uma cristã dirigente de uma organização civil da Palestina desafiou o Papa Leão XIV a passar três dias em Gaza e a mobilizar a Igreja Católica universal para dar proteção a um povo cuja existência se vê dia a dia mais ameaçada e, com ele, também os cristãos na terra em que Cristo nasceu.
A… “Há momentos na história em que as declarações não são suficientes.
Acreditamos que estamos a viver um desses momentos”, afirma Amira Mussallam que dirige, com Mel Duncan, da Proteção Civil Desarmada na Palestina ( Unarmed Civilian Protection in Palestine – UCPiP ), uma organização que envolve civis treinados e organizados para fornecer proteção direta a outros civis ameaçados por conflitos violentos, além de apoiar a autoproteção de comunidades locais, sempre sem recurso a métodos violentos.
Numa carta dirigida a Leão XIV , Amira Mussallam, que assina o texto, diz saber “quão extraordinário é pedir ao Papa que visite um lugar que vive a guerra, a ocupação e um sofrimento imenso”.
“Mas fazemos esse pedido na mesma”, diz ela, porque o apelo que faz é “à proteção, à dignidade e ao futuro de todos os palestinianos — tanto cristãos como muçulmanos”.
São quatro os verbos que, para ela dão substância a esse desejado gesto papel: venha, fale, mobilize e proteja.
“Passe algum tempo em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental; não apenas nos lugares santos, mas entre as pessoas e as comunidades que enfrentam assassinatos, deslocações e expropriações.
A sua presença física mostraria aos palestinianos que não foram abandonados”, sublinha a carta.
Também as palavras do Papa, para “exigir, de forma inequívoca, o fim das mortes, das deslocações forçadas, da destruição e da expropriação dos palestinianos — e para instar os governos a irem além das declarações e a tomarem medidas concretas”, seriam fundamentais, dado “todo o peso moral e diplomático da Santa Sé”.
Apoiar o povo palestiniano poderia passar por mobilizar para os territórios protetores civis desarmados (existem cerca de uma centena organizados em 20 grupos, mas seriam necessários pelo menos mil).
Os palestinianos, israelitas e pessoas de outras nacionalidades que já lá trabalham o que fazem? A resposta vem na carta: “Acompanhamos pastores de rebanhos.
Permanecemos em comunidades ameaçadas.
Caminhamos ao lado de famílias.
Respondemos quando as comunidades nos chamam.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.