Zelensky denuncia novo ataque em Kyiv "sem aviso prévio" dos EUA
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que a capital Kyiv foi hoje novamente atacada por um míssil balístico russo, e mais uma vez "sem aviso prévio de parceiros", dos quais os Estados Unidos são o mais relevante.
O alvo principal do ataque, referiu Zelensky no X, foram as infraestruturas energéticas, especificamente a Central Termoelétrica-4, uma das principais da capital ucraniana, e "infelizmente" o ataque foi certeiro, tendo também um prédio residencial sido danificado.
"Esses mísseis foram detetados pelo nosso sistema praticamente já a caminho de Kyiv", disse Zelensky.
"De acordo com os dados do nosso serviço de inteligência, os russos estão a preparar novos lançamentos de mísseis balísticos.
Os fatos demonstram que os russos não consideram necessário cumprir o que o Presidente dos Estados Unidos disse.
A Ucrânia apoiou o cessar-fogo nas infraestruturas energéticas.
A Rússia está a visar mais uma central elétrica e a vida da nossa população", adiantou.
"É importante que o mundo não fique em silêncio sobre isto.
E é importante que a América veja de verdade o que está a acontecer e quem é o culpado pela continuação da guerra" referiu ainda Zelensky.
No domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou um alegado acordo entre a Ucrânia e a Rússia para um "cessar-fogo energético" de 60 dias entre as duas partes, mas Zelensky disse desconhecer esse pacto e o Kremlin evitou pronunciar-se sobre o assunto, tendo o porta-voz, Dmitri Peskov, dito apenas que "prosseguem os contactos sobre essa matéria".
"Eles chegaram a um acordo porque eu disse que chegaram a um acordo", insistiu Trump na segunda-feira.
Hoje, o chefe de Estado ucraniano declarou que o seu país não recebeu qualquer aviso prévio dos seus parceiros sobre os cinco mísseis balísticos russos que atingiram infraestruturas civis na capital, Kyiv, neste contexto de aumento das tensões com o homólogo norte-americano.
Zelensky não especificou a que parceiros se referia, caracterizou o ataque como "particularmente vil" e sublinhou que receber informações secretas de parceiros sobre tais ataques "ajuda a salvar vidas" e é "uma das coisas mais importantes".
"É precisamente isso que ajuda a evitar que as pessoas sejam mortas, quando há um alerta prévio sobre mísseis balísticos", escreveu o líder ucraniano na rede social X.
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