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Três filmes para ver esta semana

Observador ·
Três filmes para ver esta semana

A Warner Bros. não queria estrear esta longa-metragem de animação e imagem real dos Looney Tunes realizada em 2023 por Dave Green, preferindo usá-la para receber benefícios fiscais, mas a pressão dos fãs e do próprio meio do cinema, aliada às ofertas das plataformas online e de distribuidoras independentes, acabou por tirar o filme da prateleira, tendo sido comprado pela Ketchup Entertainment. Farto de anos e anos de falhanços catastróficos dos produtos da Acme que adquire para apanhar o Papa-Léguas, o Coiote decide contratar um advogado e processar a companhia. A ideia é boa, mas Coiote Vs. Acme não é muito melhor do que outros filmes semelhantes que o antecederam, como Space Jam (1996) ou Looney Tunes: De Novo em Acção (2003). O convívio entre as personagens animadas e os actores não funciona muito bem (neste particular, Quem Tramou Roger Rabbit? , de Robert Zemeckis, continua imbatível) e a qualidade da comédia anárquica e absurda é abismalmente inferior à dos desenhos animados originais de Tex Avery, Chuck Jones e companhia (aliás, os melhores momentos do filme são quando aparecem excertos destes). Pior ainda, Coyote Vs. Ac m e tem uma mochila de “mensagem” política pseudo-subversiva que desvirtua o espírito dos Looney Tunes clássicos, e a que não é alheia a presença do insofrível James Gunn entre os argumentistas. Por onde quer que lhes peguem, os Looney Tunes nunca mais voltam a ser o que eram.

A “amiga silenciosa” do título desta realização da húngara Ildikó Enyedi é uma velha e imponente árvore ginkgo do jardim botânico da Universidade de Marburgo, na Alemanha, e é a testemunha das três histórias que formam o filme, ali passadas em três épocas diferentes (1908, 1972 e nos nossos dias) e rodadas, as duas primeiras em 16mm a preto e branco, e a cores, e a terceira em digital HD. Através delas, Enyedi especula sobre a possibilidade de as plantas possuírem uma “consciência”, da compreensão desta poder contribuir para um melhor conhecimento da consciência humana, e até mesmo sobre uma possível ligação invisível entre o mundo natural e a nossa mente. Visual e sonoramente elaboradíssimo, A Amiga Silenciosa é uma fita de múltiplas e desiguais camadas, que combina reflexão científica e misticismo New Age, feminismo (a história passada em 1908 segue a primeira estudante a candidatar-se ao curso de Botânica da universidade, perante a hostilidade e a troça do corpo docente), elogio do espírito de investigação e descoberta, e meditação poético-ecológica inefável, ao longo de quase duas horas e meia que acabam por testar a resistência do espectador. Destaque para a presença de Tony Leung no seu primeiro filme europeu, no protagonista da história ambientada no nosso tempo, um célebre neurologista chinês que fica retido na Universidade de Marburgo devido à Covid, e aproveita para fazer experiências com encefalogramas à ancestral árvore do campus .

O novo filme de Ridley Scott adapta um livro de Peter Heller passado nos EUA após uma mortífera epidemia de gripe que dizimou a população (e também à escala mundial, infere-se) e mergulhou o país no caos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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