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Relações entre Ucrânia e EUA não estavam tão más desde o polémico confronto na Sala Oval – e Kiev está a pagar caro por isso

CNN Portugal ·
Relações entre Ucrânia e EUA não estavam tão más desde o polémico confronto na Sala Oval – e Kiev está a pagar caro por isso

A pior crise nas relações entre os EUA e a Ucrânia desde o confronto do ano passado na Sala Oval está a agravar-se ainda mais, devido a uma disputa sobre quem ordenou a interrupção do funcionamento de um sistema militar ucraniano fundamental, que utiliza o serviço de Internet Starlink, de Elon Musk.

Entretanto, o presidente Volodymyr Zelensky está a avisar que vai retomar os ataques às refinarias de petróleo russas, que o presidente Donald Trump insiste estarem a agravar os preços elevados do gasóleo e da gasolina antes das eleições intercalares norte-americanas.

A nova rutura reflete uma dura realidade para a Ucrânia, que luta pela sua sobrevivência: a tentativa de Trump de reduzir os custos energéticos politicamente devastadores da guerra que os EUA estão a travar no Irão está a tornar mais difícil e perigosa a vitória da Ucrânia na sua própria guerra.

Trump atacou o líder ucraniano numa entrevista à Newsmax, na quinta-feira.

"Não sou um grande admirador de Zelensky. Destruíram aquele país", referiu, aparentemente atribuindo os resultados devastadores da guerra a uma nação que se defende dos invasores russos. "Considero Zelensky mais difícil de negociar do que Putin."

Não é a primeira vez que Zelensky e a Ucrânia entram em conflito com Trump antes de umas eleições nos EUA. Numa chamada telefónica em 2019, o presidente utilizou a possibilidade de conceder ajuda militar para tentar pressionar Zelensky a abrir uma investigação a Joe Biden e ao seu filho Hunter. A iniciativa levou ao primeiro processo de destituição de Trump.

O mais recente envolvimento da Ucrânia na política norte-americana está a alimentar preocupações em Washington e na Europa de que o Presidente não só está a colocar as suas próprias necessidades políticas em primeiro lugar, como também está agora a tomar uma série de medidas que ajudam ativamente Putin.

Durante o fim de semana, a administração Trump avisou a Ucrânia de que os EUA poderiam suspender a partilha de informações de inteligência para as suas operações militares e bloquear as compras europeias de armamento fabricado nos EUA, caso Kiev não interrompesse os ataques de longo alcance às refinarias russas.

A Ucrânia respeitou a trégua informal, mas a Rússia lançou ataques devastadores com aviões e drones contra as suas instalações energéticas, deixando 600 mil pessoas sem eletricidade. Na terça-feira, Zelensky afirmou que o seu Governo não tinha recebido o habitual aviso prévio dos EUA antes de um ataque russo com um míssil balístico atingir uma importante central elétrica em Kiev e danificar um edifício residencial.

O confronto com Washington deixou a Ucrânia particularmente amargurada, uma vez que ocorreu num contexto de ataques contínuos com mísseis contra civis, que não mereceram uma condenação significativa por parte dos EUA.

Katya Futyma, uma residente de Kiev de 23 anos, disse na quinta-feira a Jim Sciutto, da CNN, que os ataques com mísseis na capital estavam a tornar-se cada vez mais assustadores. "Nunca se sabe, a qualquer segundo pode atingir a sua casa, ou a casa do vizinho", sublinhou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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