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Putin admite danos de ataques ucranianos, mas rejeita impacto grave

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Putin admite danos de ataques ucranianos, mas rejeita impacto grave

"É claro que estes ataques não têm consequências graves. Nunca tiveram nem terão. Mas, sem dúvida, prejudicam-nos, isso é óbvio", afirmou Vladimir Putin ao intervir numa reunião do Conselho de Estado para o desenvolvimento estratégico e projetos nacionais, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

Considerando que o crescimento económico russo "é, em geral, moderado, mas positivo", dado o crescimento do produto interno bruto (PIB) a rondar 1%, o líder do Kremlin reconheceu também que "vários fatores estão a afetar a taxa de crescimento económico, entre os quais a pressão externa e os ataques terroristas contra instalações industriais e de infraestruturas" russas.

Putin prometeu que as autoridades vão ajudar a restabelecer as capacidades logísticas e de armazenamento das empresas afetadas pelos ataques ucranianos, adiantando que já deu instruções ao governo para que "adote um programa necessário para o efeito".

As declarações do líder russo surgiram na sequência da intensificação dos ataques ucranianos de longo alcance contra armazéns do gigante do comércio eletrónico russo WildBerries, considerado a empresa Amazon russa, bem como contra refinarias russas, o que já provocou uma nova onda de escassez de gasolina.

Os ataques contra os armazéns também afetaram muitos pequenos empresários que comercializavam através da plataforma 'online' e que se viram obrigados a encerrar os negócios após perderem os produtos nos incêndios provocados pelos ataques com drones.

Kiev tem visado cada vez mais tanto refinarias como retalhistas em território russo, ataques esses que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou como "sanções de longo alcance", precisamente por afetarem a economia de Moscovo.

Na terça-feira, o jornal russo Izvestia adiantava que apenas cerca de um terço dos postos de abastecimento da Rússia dispõe de reservas de combustível devido à escassez provocada pelos ataques ucranianos a refinarias russas.

Segundo o jornal russo, citado pela agência noticiosa espanhola EFE, há uma semana o combustível estava disponível em 41% dos postos de abastecimento do país, o que demonstra que a situação continua a agravar-se.

Na semana passada, as autoridades de pelo menos oito regiões russas reconheceram que existem problemas com o combustível nesses territórios.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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