Quem vive na Lua?
Na tradição popular portuguesa, a sombra na Lua é um homem que, por ter ido trabalhar em dia santo, foi colocado na lua cheia para que todos o vejam.
Há também quem cumprimente a lua nova, pedindo que proteja as crianças.
Mas, na mesma face da Lua, os chineses veem outro mundo: uma mulher que voou para a Lua e um coelho branco que lhe faz companhia.
Estas histórias acabam por convergir no festival da Lua mais importante do ano - o Festival do Meio Outono.
Mais interessante ainda é que a mais famosa história chinesa sobre a Lua não começa na Lua, mas no Sol.
Em tempos remotos, apareceram ao mesmo tempo dez sóis no céu, levando a terra a secar e tornando difícil a sobrevivência para todos os seres vivos.
Por isso, o arqueiro divino Hou Yi abateu nove desse sóis com as suas flechas, deixando apenas o último, para que o mundo se tornasse novamente habitável.
O mundo foi salvo, mas Hou Yi continuava sujeito a envelhecer e a morrer - um problema que nenhuma flecha poderia jamais resolver.
Mais tarde, Hou Yi obteve da Rainha Mãe do Ocidente um elixir da imortalidade, que entregou à sua esposa Chang’e para que o guardasse.
Aproveitando a sua ausência, tentaram roubar o elixir e, em desespero, Chang’e tomou-o.
De imediato, o seu corpo elevou-se do solo, subindo cada vez mais alto até que parou na Lua.
Um elixir que jamais os deveria ter separado acabou por condená-los a viver para sempre afastados, um no céu e o outro na terra.
Na noite do Festival do Meio Outono, lanternas do Coelho de Jade e lanternas de lótus iluminam Macau.
A flor de lótus é precisamente o símbolo desta cidade.
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