Ucrânia: Washington afirma continuar partilha de informações com Kyiv
Os Estados Unidos afirmaram hoje que continuam a partilhar informações com a Ucrânia, embora Kyiv tenha frisado não ter recebido qualquer aviso de Washington antes dos ataques russos de terça-feira.
"Os Estados Unidos não alteraram a sua política em matéria de partilha de informações com os seus aliados e parceiros, como a Ucrânia", afirmou à agência noticiosa France-Presse (AFP) um responsável norte-americano, sob anonimato.
Hoje, numa visita à Estónia, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte, remeteu para as declarações feitas por Donald Trump na terça-feira, segundo as quais Washington continua a partilhar esta informação de inteligência com Kyiv.
Terça-feira à noite, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que a capital Kyiv foi novamente atacada por um míssil balístico russo mais uma vez "sem aviso prévio de parceiros", dos quais os Estados Unidos são o mais relevante.
O alvo principal do ataque, referiu Zelensky no X, foram as infraestruturas energéticas, especificamente a Central Termoelétrica-4, uma das principais da capital ucraniana, e "infelizmente" o ataque foi certeiro, tendo também um prédio residencial sido danificado.
"Esses mísseis foram detetados pelo nosso sistema praticamente já a caminho de Kyiv.
Segundo os dados do nosso serviço de inteligência, os russos estão a preparar novos lançamentos de mísseis balísticos.
Os factos demonstram que não consideram necessário cumprir o que o Presidente dos Estados Unidos disse.
A Ucrânia apoiou o cessar-fogo nas infraestruturas energéticas.
A Rússia está a visar mais uma central elétrica e a vida da nossa população", adiantou.
Para Zelensky, "é importante que o mundo não fique em silêncio" sobre os ataques, exigindo que Washington "veja de verdade o que está a acontecer e quem é o culpado pela continuação da guerra".
No domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou um alegado acordo entre a Ucrânia e a Rússia para um "cessar-fogo energético" de 60 dias entre as duas partes, mas Zelensky disse desconhecer esse pacto e o Kremlin evitou pronunciar-se sobre o assunto, tendo o porta-voz, Dmitri Peskov, dito apenas que "prosseguem os contactos sobre essa matéria".
"Eles chegaram a um acordo porque eu disse que chegaram a um acordo", insistiu Trump na segunda-feira.
Hoje, o chefe de Estado ucraniano declarou que o seu país não recebeu qualquer aviso prévio dos seus parceiros sobre os cinco mísseis balísticos russos que atingiram infraestruturas civis na capital, Kyiv, neste contexto de aumento das tensões com o homólogo norte-americano.
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