Itália investiga ministros israelitas por alegada tortura de ativistas
A Procuradoria de Roma está a investigar dirigentes israelitas, incluindo dois ministros, por suspeitas de tortura e sequestro de ativistas de flotilhas humanitárias que tentaram chegar a Gaza.
As investigações abrangem cerca de uma dezena de responsáveis israelitas, incluindo o ministro da Defesa, Israel Katz, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, noticiaram hoje os meios de comunicação italianos.
Segundo um comunicado da Procuradoria, as investigações incidem sobre elementos das cadeias de comando militar, policial e prisional envolvidos nas operações de interceção marítima e na posterior detenção dos ativistas em território israelita.
O Ministério Público italiano considera que as operações de abordagem realizadas pelas forças israelitas violaram o direito internacional e envolveram detenções ilegais.
As autoridades judiciais apontam também para alegadas violações dos direitos fundamentais de defesa e para "condições de detenção e tratamentos degradantes" que poderão configurar crimes de tortura e sequestro.
O processo judicial teve origem na interceção da Flotilha Global Sumud, em 01 de outubro de 2025, quando a expedição tentava aproximar-se da costa de Gaza.
Dezenas de ativistas italianos denunciaram, após terem sido deportados, agressões durante a interceção em águas internacionais e abusos enquanto permaneceram detidos em prisões israelitas.
Posteriormente, a Procuradoria de Roma alargou as diligências a uma segunda missão e incluiu formalmente entre os investigados o ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben Gvir.
A decisão surgiu após a divulgação de um vídeo gravado no porto israelita de Ashdod, no qual o ministro aparecia a troçar de dezenas de ativistas que se encontravam algemados e deitados ao sol.
As investigações procuram determinar as responsabilidades individuais dos dirigentes e dos elementos das forças de segurança israelitas nas operações contra as duas expedições.
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