Governo do Iémen promete recuperar costa tomada pelos huthis
"O Estado e as suas Forças Armadas são plenamente capazes de retomar a iniciativa na costa ocidental", afirmou Al-Alimi durante um encontro na Arábia Saudita com a embaixadora francesa no Iémen, Catherine Corm-Kammoun.
O responsável do Governo reconhecido internacionalmente afirmou que as forças governamentais estão a reposicionar-se e a receber reforços com o objetivo de recuperar os territórios perdidos.
Segundo a emissora estatal YemenTV, o Exército mantém operações em várias frentes, concentrando-se sobretudo nas províncias estratégicas de Taiz e Marib, mas também em Lahj, Al-Jawf, Hajjah, Al-Bayda e Al-Dhalea, perante a ofensiva dos huthis, apoiados pelo Irão.
As declarações surgem depois de os rebeldes terem tomado, na semana passada, Moka, na costa do mar Vermelho, e avançado em direção ao estreito de Bab al-Mandab, além de assumirem o controlo de várias ilhas.
A ofensiva e a intensificação da guerra no Iémen aumentaram as preocupações com a segurança de Bab al-Mandab, uma das principais passagens marítimas do comércio internacional, numa altura em que o tráfego continua bloqueado no estreito de Ormuz.
Os avanços dos huthis obrigaram as forças governamentais a reorganizarem-se, enquanto a Arábia Saudita, principal apoiante do Governo iemenita, intensificou as operações aéreas contra posições rebeldes.
Entretanto, pelo menos três crianças morreram e várias pessoas ficaram feridas hoje num ataque atribuído à coligação militar liderada pela Arábia Saudita contra a província de Taiz, segundo a agência SABA, controlada pelos huthis.
De acordo com a agência, o ataque atingiu Tarira, no distrito de Waziya, provocando também danos em várias habitações.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que pelo menos nove crianças tenham morrido desde o início da nova escalada das hostilidades.
Os huthis lançaram em 03 de setembro uma ofensiva no oeste do Iémen que, segundo a UNICEF, está a mergulhar ainda mais na crise mais de 12 milhões de crianças.
Os novos combates provocaram também uma vaga de deslocações de dezenas de milhares de pessoas e aumentaram a preocupação com as consequências humanitárias das operações militares junto das comunidades costeiras e das principais rotas de transporte.
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