Com orçamento por fechar, líderes da UE debatem competitividade, energia e migração
A competitividade da economia europeia, o próximo orçamento comunitário de longo prazo, o apoio à Ucrânia e a migração são os temas em destaque na agenda do Conselho Europeu que arranca esta quinta-feira, 15 de outubro.
Os líderes dos 27 Estados-membros reúnem-se em Bruxelas pela penúltima vez este ano, mas o contexto é de tensão , tendo em conta, sobretudo, as divergências que têm marcado as negociações do Quadro Financeiro Plurianual (QFP) para 2028-2034 .
O primeiro assunto em cima da mesa é a competitividade da União Europeia (UE), cujos problemas foram diagnosticados no famoso relatório Draghi.
O debate acontece num momento em que os preços da energia continuam a pressionar as empresas e a suscitar preocupação quanto à capacidade do bloco comunitário para competir com as maiores potências.
Segundo o presidente do Conselho Europeu, António Costa, os chefes de Estado e de Governo dos 27 deverão exortar o Executivo comunitário a apresentar, no curto prazo, “medidas específicas e temporárias” para atenuar o impacto dos elevados preços da energia sobre os cidadãos e as empresas, sem perder de vista o objetivo de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.
Combustíveis.
Ministra pede UE “mais interveniente” na crise Ler Mais O rascunho das conclusões da cimeira, citado pelo Politico , aborda também as licenças de emissão.
“No contexto da revisão em curso do Sistema de Comércio de Emissões da UE (ETS), o Conselho Europeu salienta a necessidade de garantir um mercado de carbono que funcione bem, seja transparente e previsível ; de apoiar a competitividade da indústria europeia; de proporcionar uma proteção eficaz contra a fuga de carbono; e de preservar o papel essencial do ETS na transição climática e energética”, lê-se no texto, que ainda pode sofrer alterações.
Por outro lado, o debate sobre a competitividade deverá também passar pelos desequilíbrios macroeconómicos globais, com especial atenção à China.
O défice comercial da UE com Pequim já ultrapassa os mil milhões de euros por dia, com o setor automóvel entre os mais expostos : as importações de veículos híbridos provenientes da China cresceram 86% até setembro, em termos homólogos, enquanto as de automóveis elétricos a bateria aumentaram 40%.
Segundo o presidente do Conselho Europeu, António Costa, os chefes de Estado e de Governo dos 27 deverão exortar o Executivo comunitário a apresentar, no curto prazo, “medidas específicas e temporárias” para atenuar o impacto dos elevados preços da energia sobre os cidadãos e as empresas.
As negociações conduzidas pelo comissário europeu para o Comércio, Maroš Šefčovič, procuram obter resultados concretos para reequilibrar a relação comercial, incluindo maior abertura do mercado chinês e compromissos sobre determinados fluxos de exportação.
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