REN? "Somos o único Estado da UE sem participação na sua rede nacional"
S ebastião Bugalho, porta-voz do Partido Social Democrata (PSD), comentou, esta segunda-feira, a compra por parte do Estado de 13,7% da REN à Pontegadea. A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro no fim de semana, durante a tradicional Festa do Pontal, no Algarve, e já soma críticas .
Questionado na CNN Portugal sobre se quase 14% chegavam para "influenciar" decisões estratégicas e baixar o preço da energia, como defendido por Luís Montenegro, Bugalho atirou: "É melhor do que nada".
"O Tribunal de Contas ainda tem de se pronunciar, mas, neste momento, somos o único Estado-membro da União Europeia que não tem qualquer participação na sua rede elétrica nacional. Mais de metade tem mais de metade de participação pública na sua respetiva rede elétrica", elaborou.
O também eurodeputado alertou ainda que o chefe de Governo já tinha "adiantado, nos últimos meses, que olhando para a conjuntura internacional e para o interesse estratégico do país - dadas algumas alterações nos equilíbrios de poder - seria importante nos setores estratégicos o Estado assumir outra pujança. Parece-me que aqui houve uma oportunidade".
E defendeu: "Julgo que não nos podíamos dar ao luxo de continuar a ser o único membro da UE que não tinha uma comparticipação na sua rede elétrica nacional. E espero que seja completada e realizada".
Questionado sobre se esta participação é uma forma de ter um 'melhor lugar' à mesa, apontou: "É como dizia um académico de relações internacionais: 'Quando não se está à mesa, tornamo-nos na ementa'".
Ainda quanto às críticas levantadas, Bugalho apontou que nenhum partido político se mostrou contra: "O Partido Socialista fez perguntas".
Note-se também que, ainda esta segunda-feira, o antigo secretário de Estado da Energia e do Ambiente, João Galamba, considerou que a compra era "um contrassenso" e que nenhuma das justificações dadas por Montenegro se 'encaixava', justificando : "Nenhuma dessas justificações colhe porque a REN é uma concessão de serviço público que gere, opera, em infraestruturas no setor do gás ou eletricidade. E o Estado já tem hoje plenos poderes para influenciar de forma decisiva a atividade da REN. A REN segue antes de tudo as orientações políticas do Governo em matéria de política energética. E não toma nenhuma decisão de investimento que não siga essas orientações".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Política.